Quem não tem coração e atitude de ovelha, não serve para ser pastor. A autoridade provém da submissão e o governo é legitimado pelo serviço.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Blog do Jiraia: Moeda Celeste

Blog do Jiraia: Moeda Celeste: "Aowa,Estava “lendo” alguns blogs na internet e resolvi escrever um pouco sobre um assunto muito, mais muito contestado e cheio de dúvida..."

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

O amor lança fora todo o medo!


Essa vai imagem estará no meu carro nessa próxima segunda-feira.
Já pensou nessa mensagem?!?!

Temos a alegria de poder compartilhar essa palavra com você!

Razões porque você deve orar pelo seu pastor



          Algumas pessoas pensam que exercer o ministério pastoral é fácil. Talvez elas não entendam a complexidade do cumprimento de tão árdua tarefa. Na verdade, muitos não sabem a responsabilidade e a pressão que o ministério exerce na vida do pastor. Para piorar a situação, a Igreja do Senhor não trata de seus pastores como devia. Infelizmente conheço inúmeros casos de pastores marcados por igrejas intransigentes, que exigem de seus líderes atitudes sobre-humanas, levando-os a exaustão espiritual.
          Uma pesquisa feita nos Estados Unidos afirma que cerca de 90% dos pastores estão trabalhando entre 55 a 75 horas por semana. O percentual de esgotamento está no máximo, com somente 50% dos pastores cumprindo seus anos de trabalho como pastor. A pesquisa também afirma que mais de 50% dos graduados nos seminários deixam o ministério depois de 5 anos. Mais de 1200 pastores a cada mês deixam o ministério devido a tensão ou situações relacionadas com a igreja, assuntos familiares ou falha moral.
          O divórcio entre os ministros subiu em mais de 65% nos últimos 20 anos. Cerca de 94% dos ministros sentem a pressão de ter que ter uma “família perfeita”. Pesquisas revelam que 71% dos pastores dizem que estão tendo problemas financeiros. Cerca de 67% das esposas de pastores dizem que não estão satisfeitas com seu matrimônio e 33% dos casamentos pastorais sofrem de tensões causadas pela quantidade de trabalho.
          Mais de 90% dos pastores levam para casa “bagagem mental e emocional do trabalho ministerial. Dados confirmam que 75% dos pastores dedicam menos de uma noite por semana a seu cônjuge e amizades. Cerca de 80% dos pastores crêem que o ministério afetou suas famílias de uma maneira negativa. 70% dizem que não têm alguém que consideram como amigo mais chegado e 97% dizem que não foram preparados adequadamente para enfrentar assuntos que encontram na igreja. Com uma realidade como esta, mais do que nunca, precisamos orar pelos nossos pastores.
          E você? De que forma tem lidado com seu pastor? Em suas orações você tem lembrado dele? E se você fosse pastor? Gostaria de ter uma ovelha como você? Pense nisso!
(anônimo)

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Natal: A Estratégia Missionária da Igreja

O Cristianismo tem uma mensagem a ser compartilhada, mensagem de Boas Novas para todos os povos (Lc 2.10).

Apesar da Teologia de Missões ser recente em sua formulação metodológicasistemática, o ardor missionário já era presente nos primeiros passos da Igreja Cristã. A igreja cresceu porque investiu em missões. A inculturação, como prática missionária, nunca foi vista como uma paganização dos valores cristãos, mas como método de comunicação do evangelho. Isso foi praticado por Paulo (1 Co 9.19-23). Cristo havia confiado à igreja uma mensagem que precisava ser levada a todos os povos. Após a ressurreição, esta foi sua preocupação e comissionamento (cf. Mt.28. 19).

A mensagem missionária está estritamente relacionada com o indivíduo e com a sua cultura. Conhecer a cultura e se expressar na mesma produz pontes intermináveis que promovem a comunicação do evangelho.

O esforço missionário da Igreja até o quarto século foi conquistar o mundo para Cristo. Nessa prática estavam também sendo trabalhadas duas tarefas importantes: guerrear contra o paganismo e discipular os novos convertidos. A estratégia para isso foi substituir algumas comemorações pagãs, e, na mesma data, promover as Boas-Novas e o ministério de Cristo. Isso fica claro quando analisamos as festas do Natal e da Epifania.

A INTRODUÇÃO DO NATAL
A data do 25 do dezembro foi fixada pelos pagãos para celebrar o nascimento do sol Natalis solis invicti. Os pagãos só começaram a celebrar essa data no ano 274 d.C. Nesse período, a igreja estava passando pelos seus últimos e terríveis dias de perseguição. O paganismo estava ainda forte, e esta foi uma estratégia para apagar as raízes do Cristianismo e formar raízes religiosas nos pagãos. Em 336 d.C, 62 anos depois, a Igreja de Roma incluiu no calendário Filocaliano a celebração do Natal Cristão no dia 25 de dezembro. Como o Edito do Tolerância de Constantino em 313 d.C., que deu liberdade religiosa aos cristãos, abriu as portas para a evangelização, a Igreja procurou diversas estratégias, dentro de sua limitação, para colocar Jesus como o Soberano das Nações, o Deus encarnado.

Como a provocação de 274 d.C. deu certo para o lado dos pagãos, agora a igreja, gozando de liberdade, toma posse da data e proclama Jesus Cristo o Sol da Justiça, baseado em Malaquias 4.2. Na oratória de implantação do Evangelho, a frase era: “Vamos celebrar o Nascimento do nosso Rei no dia 25 de dezembro. O deus Sol está destronado”.

Além de ser uma afronta ao paganismo, foi uma estratégia para colocar Jesus no centro da vida social e derrubar os sentimentos religiosos antigos do novo convertido. Essa prática não significou uma paganização do Cristianismo como alguns desejam afirmar.

A ORIGEM DA EPIFANIA
Antes, porém de ser celebrado o 25 do dezembro como o dia do Natal, os cristãos do fim do segundo século, já celebravam a Epifania, festa realizada no dia 6 de janeiro. Já nessa época a estratégia era missionária e transcultural.

No Oriente, o dia 6 de janeiro estava ligado ao nascimento virginal de Aion/Dionísio (segundo Epifânio) e com diversas outras lendas de epifania nas quais os deuses se manifestavam aos seres humanos. Plínio discorre a respeito dos modos como Dionísio revelava a sua presença naquele dia, transformando água em fontes e fontes em vinho (Natural History).

Os cristãos, nessa época, perseguidos pelos romanos, tiveram a estratégia de celebrar, na mesma data, a epifania de Jesus (Manifestação de Jesus). Para confrontar os poderes das trevas, elegeram essa data como especial no calendário da Igreja. Nessa festa pregavam o nascimento virginal de Cristo, a visita dos magos a Jesus e seu milagre de transformar a água em vinho em Caná da Galiléia. Nessa celebração, segundo Jerônimo que morou 24 anos em Belém, o batismo era o conteúdo principal.

Muitos estudiosos vêem na Epifania uma cristianização da festa dos Tabernáculos. As duas celebrações incluíam a vigília durante a noite toda, a iluminação de círios e a procissão das luzes, as águas da vida, os ramos de palmeiras e alusões ao matrimônio. Essa prática de cristianizar festas judaicas, comuns em algumas seitas do passado, tem reaparecido na atualidade, em algumas igrejas evangélicas, com o intuito de enraizar suas práticas litúrgicas na Bíblia, principalmente no Antigo testamento, depreciando assim as festas cristãs.

AS FESTAS CRISTÃS
Tanto o Natal quanto a Epifania foram praticados pelos cristãos para substituir, a partir de uma visão missionária, os festivais pagãos relacionados com o solstício de inverno no Ocidente no dia 25 de dezembro, e no Oriente, em Alexandria, no dia 6 de janeiro. Ambas as festas tornaram-se mais freqüentes no século quarto.

No ano 386 d.C, a festa do Natal já havia sido introduzida em Antioquia. Crisóstomo foi um grande estrategista para que essa data fizesse parte do calendário da Igreja. Como homem de Deus, Crisóstomo observou a oportunidade missionária que a data do Natal poderia favorecer. O Sol da Justiça, Jesus Cristo, nasceu para derrotar o deus solístico. A estratégia era mostrar que a fé no Deus encarnado era um a fé poderosa.

Os grandes teólogos e pregadores capadócios Gregório de Nissa e Gregório de Nazianzeno, respectivamente nos anos 370 e 380, escreveram sobre a importância dessa data e usaram os temas do Natal e da Epifania para resistir aos arianos que não criam na divindade do Jesus.

DEZEMBRO: INADEQUADO?
Hoje o Natal já não traz essa bagagem apologética e missionária da Igreja Antiga. A festa na atualidade tem duas vertentes: uma mundana e outra cristã. O mundo celebra o Natal da glutonaria, da embriaguez, do comércio e, principalmente, colocou a figura do Papai Noel para substituir a figura do bebê e da manjedoura. A Igreja, por outro lado, celebra o Natal de Jesus. Corais se preparam para cantar a história de Jesus. As crianças treinam suas peças teatrais. O culto de Natal celebra a herança da vida abundante do Cristo. Os símbolos são muitos e difíceis de serem catalogados. Hoje o Natal é a celebração do nascimento do Menino Deus. É para nós uma data festiva e alegre, rica de símbolos e adereços. É uma oportunidade para presentear quem amamos e comemorar o aniversário de Jesus.
Alguns alegam que o mês de dezembro é muito inadequado para o nascimento do Jesus. Alguns estudos colocam o nascimento de Jesus nos meses do abril ou maio. Mas Leon L. Morris não vê dessa forma. Ele diz que os pastores que estavam no campo pastoreando seus rebanhos estavam cuidando deles para os sacrifícios do Templo. Os rebanhos deviam ser guardados somente no ermo, segundo as tradições rabínicas da Mishna e do Talmude. Uma regra rabínica estipulava que qualquer animal achado entre Jerusalém e um lugar perto de Belém deveria ser considerado uma vítima sacrificial. A mesma regra encontrada na Mishna fala de achar ofertas para a Páscoa dentro de trinta dias antes daquela festa, isto é, em fevereiro. Morris conclui dizendo: “Visto que os rebanhos podem, portanto, estar nos campos no inverno, a data tradicional para o nascimento de Jesus, 25 de dezembro, não está excluída” (Lucas. Introdução e comentário. Vida Nova).

OPORTUNIDADE MISSIONÁRIA
O Natal do passado, além do significado litúrgico do nascimento de Jesus e da festa tinha o significado de oposição à idolatria e o anúncio da nova vida em Cristo, o verdadeiro Sol da Justiça. Que possamos reler o Natal e redescobrir a grande oportunidade missionária que essa data nos favorece. Reunamos nossa família diante da árvore do Natal, símbolo criado pelo reformador Martinho Lutero, e celebremos o dia 25 do dezembro com entusiasmo e vida, aproveitando para pregar o Evangelho da Reconciliação. Celebremos o nascimento do Jesus com alegria e festa. Celebremos o nosso Sol da justica!

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Texto publicado no AVANTE de dezembro de 2000, No Portugal Evangélico em 2003 e No Fé e Nexo em 2006. Texto de Rev. Edson Cortasio Sardinha – Pastor na Região Missionária da Amazônia, Pedagogo (Universidade Federal de Rondônia), Pós-Graduado em Ciência da Religião (Bennett/Costa Rica IBL), Cursou o seminário de Liturgia e Arte Sacra pelo Instituto Franciscano de Teologia de Petrópolis-RJ – edsoncortasio@hotmail.com

Deus não te chamou para ser estéril


Introdução
ESTERILIDADE é : “incapacidade temporária ou definitiva de gerar filhos”.
Quero aproveitar este período de final de ano em que somos cercados por retrospectivas e oportunidades de avaliarmos nossos desempenhos nas mais variadas áreas de nossa vida e propor uma reflexão à cerca de nossa vida diante do Reino.

Pergunto respeitosamente à você, se neste olhar você consegue perceber mais perto de você a fertilidade? Não? Calma!

Não quero que você fique 100% preocupado ou assustado, não comece se culpar ou penalizar, quero fazer duas considerações importantes a este respeito.

1.     A esterilidade não é procurada.
Temos alguns exemplos de esterilidade na bíblia e podemos perceber que em nenhum dos casos as pessoas procuraram esta situação. Quero dizer com isso que você não precisa ficar se culpando por se sentir estéril, não deve se martirizar por achar que se tornou estéril por culpa sua, por maldição hereditária ou coisas do tipo. Não consigo acreditar que você (um crente em Jesus Cristo)acordou um dia sonhando em ser ou se tornar estéril. Claro que não.
Mas, a segunda consideração também deve ser percebida.

2.     A esterilidade não é bem-vinda
Além de percebermos que elas se tornaram estéreis sem fazer algo para alcançar isso, percebemos também que não se conformaram com esta situação. A esterilidade também não pode ser vista como algo comum e tranquilo, bom para nossa vida. É preciso que aja incômodo em nosso coração pela ausência de filhos, pela ausência de frutos. Você não pode se conformar com a realidade da esterilidade, você não pode se achar normal, pois o normal é que sejamos fecundos.

Vamos aprender algumas lições a este respeito tendo como base as vidas das mulheres estéreis citadas nas escrituras e que O Senhor nos dê entendimento para aprender com cada uma delas.

1ª lição - Sara: Gênesis 17: 15-22
Sara tinha 90 anos e, ao ouvir a palavra do anjo para seu marido duvidou por causa de sua idade avançada e por já ter ultrapassado o período produtivo das mulheres.
Queridos entendam que não há impossíveis para Deus e talvez você acredite que seu período fértil já acabou, que agora é a vez dos mais novos trabalharem, que seu período de evangelizar e ganhar almas já foi e agora é hora de descansar. Saiba que para O Senhor não existe esta distinção. Talvez você tenha conquistado este direito em sua vida profissional e eu louvo a Deus por isso, espero que aproveite, mas diante dos céus a sua vida precisa ser produtiva, diante do Altíssimo não existe velhice para gerar filhos. Deus está dizendo para você: "não há impossíveis para mim e eu farei com que você produza filhos".

Não importa a sua idade, você pode gerar filhos!

2ª lição - Rebeca: Gênesis 25: 21-26
Rebeca foi trazida para junto de Isaque e os dois se apaixonaram, casaram-se, mas, o mesmo acontecia com ela e não conseguia gerar filhos e assim foi durante vinte anos de relacionamento, até que Isaque orou Ao Senhor.
Queridos entendam que muitas vezes não estamos gerando filhos e não estamos falando com Deus a este respeito. Percebam que no caso de Abraão este diálogo era permanente e ainda assim a lição de Deus na vida de Sara é outra, mas aqui vemos que Isaque não esperou que Rebeca chegasse aos 90 anos, mas ele aguardou o tempo natural (creio eu), mas, foi logo diante do Pai que lhe ouviu a oração. Deus está dizendo à você que deseja ouvir a sua oração, deseja ouvir o seu clamor por filhos. Oramos por tantas coisas e por tantos motivos: por enfermos, por trabalho, por bens, por saúde, por família, por construção, por carro novo, por faculdade, por alimento, por concílios, por lideranças, mas, temos orado por filhos espirituais?

Não importa sua condição, Deus ouve sua oração e você pode gerar filhos!

3ª lição – Raquel: Gênesis 29: 31 a 30:2
Raquel foi conquistada após 14 anos de trabalho junto a seu pai Labão, apresentava a mesma condição de suas antecessoras, ela também era estéril e se vê irada diante da fertilidade de sua irmã mais velha, bem como das empregadas que foram dadas a seu marido Jacó.

Queridos, precisamos entender que a nossa atenção e preocupação não deve estar nas pessoas ao nosso redor ou nas igrejas à nossa volta. Tenho ouvido falar muito sobre algumas igrejas: se tem muita gente é inchaço, roubam das outras, pescam em aquário, oferecem um evangelho barato, são muito liberais.... Na verdade ao fazermos isso e nos voltarmos para estas situações, estamos nos assemelhando a Raquel que se preocupava mais com as mulheres à sua volta do que com sua própria necessidade de gerar filhos.

Não importa o que tem acontecido à sua volta, você pode gerar filhos!
 
4ª lição – Mãe de Sansão: Juízes 13: 2-5
Esta mulher aparece na história e nem tem seu nome citado, em nenhum lugar encontramos atribuição ao nome desta mulher, ou seja, diferente das anteriores ela é apenas lembrada por ser a mãe de Sansão. Assim como as outras ela se torna conhecida por ser estéril e passar a dar frutos. Viver um milagre.

Queridos, precisamos entender que gerar filhos está ligado a frutificar e não a ter méritos. Entendam que esta mulher não tem seu nome citado e podemos aprender que mesmo que eu seja um “zé ninguém” aos olhos das pessoas, diante de Deus sou alguém que pode passar a produzir frutos. Não se importe se seu nome não é dos mais conhecidos ou bonitos, se seu sobrenome não faz parte da história da igreja metodista ou outra qualquer, mas, lembre-se que mesmo uma pessoa que nem tem seu nome citado nas escrituras está relacionada como alguém que não poderia produzir, mas passou a poder produzir pela Obra do Senhor.

Não importa se você não é conhecido, você pode gerar filhos!

5ª lição – Ana: 1 Samuel 1: 5 a 8
Ana recebia porção dobrada de seu esposo, recebia honras maiores que sua concorrente, seu esposo se coloca diante dela como se ele pudesse ser melhor que dez filhos, entretanto o coração de Ana não se deixa iludir, ela desejava cumprir o propósito de Deus em sua vida: gerar filhos. Ana não se contenta com um marido, ela anseia por filhos.

Queridos, precisamos entender que algumas pessoas vão se achegar a nós e isso é normal. É comum convidarmos um amigo que está desviado dos caminhos do Senhor, é comum convidarmos alguém que é de outra igreja e esta pessoa se sentir bem em nosso meio, é comum recebermos pessoas que vieram de outras realidades por diversos motivos, mas não podemos nos contentar em receber gente de outras igrejas, todas elas são importantes diante do Pai, mas, precisamos gerar filhos. Ana não se contentou com um marido que “valia por dez filhos” para ela mais valioso era ao menos um filho.

Não importa se há outras pessoas ao seu redor, você pode gerar filhos!

6ª lição – Isabel: Lucas 1: 5-7 e 3: 57 a 63
Isabel levava sua vida de forma aparentemente tranquila, diferente das mulheres citadas anteriormente ela não apresenta desespero por filhos, algo que poderia parecer estranho diante da cultura e das pessoas, até seu esposo estava trabalhando normalmente na condição de sacerdote e sua vida corria bem.

Queridos, não é assim muitas vezes em nossa vida? Algumas situações nos levam a entender que está tudo bem e não precisamos nos preocupar com "essa história" de gerar filhos. Podemos continuar vivendo tranquilamente, afinal de contas, as coisas vão bem, como iam para Zacarias e Isabel. Entretanto o anjo aparece para anunciar algo novo, algo grande que aconteceria na vida deles, eles iriam gerar aquele que precederia Jesus. Ao ler o texto e perceber a decisão pelo nome entendo que ela está abrindo mão do costume ou do tradicionalismo para viver algo novo, aquele fruto representava novidade de vida. Gerar filhos é isso. O filho represente novidade. Nenhum filho é igual ao outro. Não podemos nos prender aos filhos que já foram gerados e cresceram. Não podemos ficar limitados e vivendo de passado. Ela não aceita o mesmo nome do marido e não se preocupa com o fato de não ter nenhum João na família, mas acolhe a direção divina.

Creio que Deus vai te levar a viver o sobrenatural de maneira tão intensa que você irá além de seus arraiais, você irá além de sua visão, irá além daquilo que jamais sonhou. Não se deixe limitar, mas entenda que filho é novidade, cada filho é algo novo. Deus vai te mostrar pessoas e te dar estratégias.

Não importa o que você já tenha gerado no passado, você pode gerar filhos!
 
Conclusão: Será que não conseguimos perceber a importância de gerar filhos?
Gerar filhos é fundamental para a vida cristã. Você pode se achar velho, incapaz, inexperiente, pode encontrar a justificativa que for, mas uma verdade você não pode negar. Você precisa gerar filhos.

Deus te chamou para a FERTILIDADE e não para a esterilidade. Deus te chamou e tem te enviado para que vás e deis muitos frutos. É para isso que fomos chamados das trevas, para anunciarmos a maravilhosa luz, o Nome Poderoso de Jesus.

Importante
Nenhuma destas pessoas se preocupou com a quantidade de filhos, algumas até geraram mais filhos após o milagre da fertilidade, mas as multidões e conquistas vieram por meio dos filhos que marcaram a mudança de vida.

Queridos, precisamos aprender que você não precisa sair desesperado tentando gerar muitos filhos, mas, precisa se preocupar em gerar e cuidar de ao menos um filho. Imagine se ao término do próximo ano você tiver gerado ao menos um filho. Imagine se cada um de nos tiver feito ao menos isso.

Encerro deixando o meu desafio e minha palavra de incentivo. Sejamos mais ousados, sejamos mais intrépidos e acima de tudo, mais sensíveis ao falar de Deus. Tenho plena convicção de que o Senhor nos dará esta dádiva, como fez com estas mulheres.

Preocupe-se em gerar ao menos um filho saudável e O Senhor te proporcionará gerar mais e mais!

Encerro lembrando uma das tão conhecidas frases de John Wesley que ao meu ver entendeu a importância de gerar filhos:
“Senhor, dê-me cem homens que nada temam, senão o pecado e nada desejem senão a Deus e eu abalarei o mundo e moverei os portões do inferno".

Que eu e você sejamos parte destes 100 homens, pois sabemos que eles fizeram uma grande diferença na Inglaterra e no mundo.

Seu companheiro de caminhada
Pr Denilson Gomes da Silva

Fonte: site da IM Guarulhos, clique aqui.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Acampamento 2011



Graça e paz!
É com grande alegria que enviamos esse cartaz à você. Esperamos que você deseje estar conosco por ocasião desses dias abençoados. Há alguns anos nosso acampamento tem crescido e sido uma bênção na vida de muito de dentro e de fora de nossa igreja.

Amad@, não deixe para enviar sua inscrição na vespera do acampamento. Nossa vagas são limitadas, nos últimos dois anos, tivemos que rejeitar inscrições por não haver mais vagas, isto há quinze dias antes do encontro do ano passado, por exemplo.

Temos tido uma política de investimento em preletores e bandas, trazendo homens/mulheres abençoados/as e de Deus a fim de que sua vida seja também abençoada.

O investimento é acessível à todos. Você começa bem, estará em um lugar privilegiado com ótimas opções de lazer, e participação de cultos abençoados.

Caro pastor@, monte sua caravana.
Neste momento peço apenas que envie os nomes, e depois faça o pagamento.

Lembramos que a inscrição e vaga guardada somente efetiva quando houver o depósito em conta. Já temos recebido nomes e listas de pessoas que queiram participar, por isto: NÃO DEIXE PARA ÚLTIMA HORA.

É fácil fazer a pré-inscrição, informe apenas por email (metodistarp@gmail.com):
1. Nome
2. Cidade/Estado
3. DT Nascimento
4. Igreja
5. Telefones/Emails para contato.

Queira andar na visão de Deus, porque no Reino de Deus não existe ministério solo. Se você for um membro leigo da igreja, todos os contatos devem ser primeiramente comunicado ao pastor ou pastora local, antes de efetuar qualquer inscrição. O/a pastor/a deve ter consciencia é  ter abençoar em sua participação.

Mais informações pelo tel. 17 3235-2280 - falar com Marcelo, de seg-sexta, das 13h-17h.
Você pode também acessar nosso site: riopreto.metodista.org.br.

Ficamos por aqui, desejosos das mais ricas bênçãos de Deus sobre sua vida.
Em Cristo, carinhosamente,

Pr Kleyson Fleury e equipe organizadora.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Paulo Dias Nogueira: DIA NACIONAL DE AÇÃO DE GRAÇAS

Paulo Dias Nogueira: DIA NACIONAL DE AÇÃO DE GRAÇAS: "Hoje é o Dia Nacional de Ação de Graças. Aproveito este espaço para compartilhar um breve histórico desta festa, celebrada pelas mais varia..."

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Lá vem o sonhador-mor


Eles responderam: Tivemos um sonho, e não há quem o possa interpretar. Disse-lhes José: Porventura, não pertencem a Deus as interpretações? Contai-me o sonho (Gênesis 40.8).

Como é bom poder falar com alguém, compartilhar sonhos e projetos, angústias e tristezas. Em minha vida muitos foram os momentos que eu não tinha ninguem que pudesse compartilhar minha vida, ao falar de vida, estou dizendo tudo que a envolve e ainda muito mais no campo da semântica, isto é, nos pensamentos, do que nas tribulações que pudesse estar enfrentando.

Gostaria de trabalhar estas duas áreas de luta: sonhos/ ideias e lutas/tribulações. Vamos lá vou comer pela mais fácil: lutas/tribulações.

Tive uma infância que essas palavras eram comuns, mas nunca fui ensinado a desistir. Sempre compartilhei os sofrimentos dos outros, tive desde a infância de cuidar de minha irmã mais nova, e tentar entender os enfrentamentos do meu irmão mais velho. Afirmo que nem sempre fui bom, pelo contrário, sempre fui esforçado e em minhas tentativas, algumas vezes, consegui superar e contribuir com as pessoas. Nesse sentido, lembro-me do texto de Coríntios, conforme cito abaixo:

Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação,  não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas (2 Co 4.17-18).

Em minha vocação sempre tive que tentar entender as outras pessoas. Cuidar de pessoas para mim é fácil, o difícil é entendê-las. Por mais que você tente ajudá-las, sempre haverá momentos que você será mal compreendido. Acho que o problema não são as tribulações e sim como você as enfrenta. Num determinado momento em minha vocação pensei em desistir, contudo olhando para frente, continuei firmando no propósito de seguir adiante. Sempre visualizando os sonhos e ideais. É isto que me faz cantar, viver, respirar...

Então, disse: Ouvi, agora, as minhas palavras; se entre vós há profeta, eu, o SENHOR, em visão a ele, me faço conhecer ou falo com ele em sonhos (Números 12.6).

Deus tem dia-a-dia restaurado meus sonhos, por mais que os outros não entendam minha realidade. Hoje se estou em pé é porque acredito nisto. O me mata é a letargia dos que se dizem acreditar, mas vivem uma prática de vida onde os sonhos apenas poderão acontecer com os outros. Contrário desse pensamento, minha razão sussura no meu ouvido que os meus sonho sainda mudarão muito a vida dos outros. Não quero que Deus realize os meus sonhos e sim que os outros sintam e desejam sonhar como eu sonho, pois assim facilmente vencerão as suas lutas e angústias que tanto as que nos ameaça quanto as que nos amendrontam.

Até alguns anos atrás, sempre caminhei sozinho por não encontrar pessoas que me entendesse. Os poucos amigos que tinha me fazia contar apenas para saberem e no final dizer: será?! Em grande parte eu acebei desistindo por causa desses amgiso, colegas, autoridades... A opinião dos outros era mais forte do que os sonhos meus. Hoje percebo que tudo isto foi bobeira de minha parte. Coloquei no coração o seguinte: não importam se acreditam em você hoje, amanhã eles te seguirão, não pelos resultados de ontem, mas sim pela determinação e vontade de continuar a sonhar hoje, rompendo com os medos e com aquilo que os fazem parar pelos caminhos da vida, pois é pelo outro que continuo a projetar, a fim de que Deus um dia confirme esse realizar. O meu sonho está no transformar arrebatador do Senhor neles.

Caminho com os outros não porque eles me motivam, e sim porque acredito que ninguém vai longe sozinho.   A idéia que Deus não nos deixar é otima, mas não pode legitimar o vivermos sozinhos, como se a humanidade conspirasse contra nós. Devemos continuar a sonhar, mesmo que as pessoas, as instituições, a política, a sociedade, e tudo não nos deem motivos para tal.

Pensando em José do Egito, leio as seguintes palavras no livro de Gênesis, no capítulo 37, verso 19: E disseram um ao outro: Eis lá vem o sonhador-mor! Sonhar não paga, talvez ofenda alguns, entretando fica o convite: vamos nessa?

Com carinho, eu mesmo.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

A Cura da Malidicência

Por Odilon Massolar Chaves
Pastor da Igreja Metodista do Jardim Botânico, Rio de Janeiro

O nosso texto base de reflexão está em Mt 18:15-17. A partir dele trataremos sobre a cura da maledicência. Para isso, também tomaremos como referência o sermão de John Wesley, pastor e fundador do Metodismo, sobre maledicência, nas páginas 460 a 471, dos Sermões de Wesley, volume 2, da Imprensa Metodista.

Mas o que é maledicência? John Wesley diz: "Não é, como alguns supõem, o mesmo que mentira ou calúnia. Tudo quanto o homem diz pode ser verdadeiro como a Bíblia, e ainda seu falar constituir maledicência." Maledicência é dizer mal de uma pessoa ausente, referindo alguma falta que houvesse sido realmente praticada ou dita por alguém que não se encontre presente quando se faz a referência. É o mesmo que "falar pelas costas."

Para Wesley, murmuração é fazer a referência a um fato "de modo simples e sereno (talvez com expressões de boa vontade para com a pessoa, e com esperança de que as coisas não sejam inteiramente más)."

Esse é um pecado comum. Tanto rico e pobre, o sábio e o insensato têm cometido essa trasgressão. Como estamos rodeados por ele de todos os lados, se não formos profundamente sensíveis ao perigo, e se não nos guardarmos constantemente, estaremos sujeitos a ser levados na torrente. "A maledicência nos ataca sob disfarce, diz Wesley, pois falamos assim por uma uma nobre e generosa (será bom se não dissermos santa!) indignação contra aquelas vis criaturas!

Cometemos pecado por mero ódio ao pecado! Servimos ao diabo por zelo puro de Deus!" Come evitar o laço? Jesus nos ensina, no nosso texto bíblico de refência, um método seguro de evitar a maledicência: "Se teu irmão pecar contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele somente: se te ouvir, ganhaste a teu irmão. Mas se te não ouvir, leva ainda contigo uma ou duas pessoas, para que por boca de duas ou três testemunhas toda a questão se decida. E se ele recusar ouví-las, dize-o à igreja; e se também recusar ouvir a igreja, considera-o como gentio e publicano" (Mt 18:15-17).

Se teu irmão pecar contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele somente. Wesley diz que se você viu com teu próprios olhos um irmão ou irmã cometer pecado, ou ouvires com teus próprios ouvidos, não duvidando, portanto, do fato, "aproveita a primeira oportunidade para ires ao seu encontro."

Wesley adverte ainda ao que irá falar. Ele diz que deve se tomar cuidado para que isso aconteça "num espírito reto e de maneira reta. O sucesso de uma dvertência depende grandemente do espírito com que é feita."

A exortação deve ser feita num espírito de serenidade. São palavras de Wesley: "Vê que fales num espírito de mansidão, assim como de serenidade, porque a ira do homem não cumpre a justiça de Deus". E ainda orienta: "Fala, ainda, num espírito de terno amor. Assim amontarás brasas vivas sobre sua cabeça."

Mas não termina aí a orientação de John Wesley. Ele diz: "Mas vê que a maneira por que fales seja também segundo o Evangelho de Cristo. Evita tudo no olhar, no gesto, na palavra e no tom de voz que tenha o sabor de orgulho ou de suficiência própria. Ponderadamente evita todo ar didático ou dogmático, tudo que resuma arrogância ou presunção."

No relacionamento, na orientação, não deve haver nenhuma sombra de ódio, amargura, aspereza, mas uma linguagem de doçura e delicadeza "para que todas as palavras possam demonstrar que jorram do amor no coração." Mas Wesley nos chama a atenção: "essa doçura não deve, todavia, impedir que fales de maneira mais séria e solene."

Mas e se não tivermos oportunidade de falar pessoalmente com as pessoas? Wesley diz que
podemos falar por meio de uma outra pessoa, "um amigo comum, em cuja prudência, assim como integridade, possas inteiramente confiar. Tal pessoa, falando em teu nome, no espírito e de maneira acima descrita, pode preencher o mesmo fim e, em boa medida, suprir tua falta nesse serviço. Sempre que puderes falar por ti mesmo, será muito melhor."

Mas, que fazer se não pudermos falar nem diretamente e nem por um amigo em quem podemos confiar? Wesley diz que só resta escrever. E haverá algumas circunstâncias que tornem o meio aconselhável. Uma dessas circunstâncias ocorre quando a pessoa com quem temos de tratar é de temperamento tão excitável e impetuoso que não suporte facilmente admoestações, especialmente de alguém que ele julgue um igual ou inferior. "Mas estas obras podem ser apresentadas e abrandadas por escrito, de modo a se tornarem muito mais toleráveis." Segundo Wesley, as palavras escritas não causam violento abalo no seu orgulho nem ferem a honra sensivelmente.
É bom lembrarmos que esse é o primeiro passo que Jesus nos ordena a seguir nesta questão. Ele deve ser dado, em primeiro lugar antes de tentarmos qualquer outra coisa. Para aqueles que não desejam tomar essa atitude de falar com o irmão ou irmã que erraram, ele diz: "Deus te reprova por causa de um pecado de omissão, por não falares a teu irmão acerca de sua faltä." Wesley adverte: "A comodidade comrpada em troca do pecado é um mau negócio."

Wesley diz que só conhece uma excessão a essa regra de denunciar o pecado embora o culpado esteja ausente: para salvar o inocente. Sim, esta regra deve ser quebrada quando estamos a par da intenção de uma pessoa que deseja prejudicar a alguém (a propriedade ou a vida do próximo). Neste caso, "é nosso dever indeclinável, dizer mal de um ausente, para evitar que este faça mal aos outros e ao mesmo tempo a si mesmo." Devemos usar este meio com temor e tremor, pois é um remédio perigoso.

Mas, e se nós formos falar com quem pecou contra nós e ele não nos ouvir? E se retribuir o bem com o mal? E se ele se irritar em vez de se convencer? Pra começar, Wesley diz que devemos esperar constantemente por isso. Mas a bênção que nós desejamos para a pessoa que errou voltará ao nosso próprio coração.

Jesus nos orienta a seguir um segundo passo: "toma contigo um ou dois mais". Que eles sejam amáveis, amigos de Deus e de seu próximo. Devem ser também de espírito sincero, humildes, mansos, delicados, pacientes, longânimos, incapazes de retribuir o mal com o mal. Que sejam pessoas de entendimento, dotados de sabedoria do alto, livres de parcialidade, livres de preconceitos, etc.

"O amor ditará a maneira pela qual devam proceder", diz Wesley. Essas pessoas devem ouvir de tua própria boa as palavras que você falou na primeira conversa. Assim, essas pessoas serão mais capazes de ter um reto procedimento, saber a melhor maneira de agir. E se mesmo assim a pessoa em questão não nos ouvir? Bem, Jesus nos deu um outro passo a seguir: "dize-o à Igreja". Wesley entende que Jesus não está falando que o assunto deve vir a público, ou seja, a toda conrgegação, pois não teria "nenhum fim apreciável contas as faltas individuais de um membro à toda Igreja". Então, resta dizê-lo ao presbítero(s) da Igreja, àqueles que são os pastores do rebanho de Cristo, a quem ambos pertenceis, que velam sobre a tua alma e sobre a dele."

Wesley diz que "quando tiverdes feito isto, terás libertado tua própria alma". Devemos entregá-lo a Deus, em oração. Jesus disse: "seja ele para ti como um gentio ou publicano", ou nas palavras de Wesley, "não tens obrigação de pensar dele nada mais a não ser quando o encomendares a Deus em oração".

Devemos ter cortesia, bondade para com ele, quando for preciso, "mas não tenhas amizade, nenhuma intimidade com ele; nenhuma outra relação do que a que deves ter com um gentio conhecido como tal". Wesley adverte aos Metodistas: "Se, pois, alguém começar a dizer mal a teus ouvidos, repele-o imediatamente. Recusa-te a ouvir a voz do encantador..."

Devemos recusar ouvir, mesmo que ele "use de maneiras delicadas, de doce melodia, com os melhores protestos de boa vontade para aquele a quem está assassinando no escuro, para com aquele que está ferindo sob a quinta costela! Recusa-te resolutamente a ouvir, embora o maldizente se queixe de estar sobrecarregado, enquanto não fale".

Wesley conclui: "Expulsai a malediência, o falatório, a murmuração: que nenhuma dessas coisasproceda de vossa boca". "Um metodista, diz Wesley, não censura a ninguém pelas costas. O Senhor habilitou a amarmo-nos assim uns aos outros, não apenas de palavra e de língua, mas em obras e em verdade, assim como Cristo nos amou!"

Relacionamentos Truncados

“O homem bom tira boas coisas do bom tesouro do seu coração, e o homem mau do mau tesouro tira coisas más. Mas eu vos digo que de toda a palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no dia do juízo. Porque por tuas palavras serás justificado, e por tuas palavras serás condenado.” (Mt 12:35-37)
     
Dentro do lar, principalmente devido à convivência, pelo fato de estarmos continuamente tendo que nos relacionar com os nossos familiares, diariamente existe uma tendência de usarmos palavras que podem ao longo dos anos desunir, distanciar, separar-nos das pessoas que amamos, pessoas especiais para nós e para Deus.
     
Você mesmo amigo(a) internauta já deve ter tido em um momento ou outro o desprazer de ter usado, palavras, expressões que magoaram alguém. Talvez você o fez impensadamente, ou intencionalmente por estar estressado, chateado com alguma coisa. O fato é que as palavras saíram de sua boca e você não teve jeito de fingir ou disfarçar que nada foi dito.
     
Efésios 4:29 a Palavra de Deus nos adverte que: “de nossa boca não deve sair nenhuma palavra torpe, más só a que for boa para promover a edificação, conforme a necessidade, para que beneficie aos que a ouvem”. O próprio Jesus nos adverte em nosso texto base que: “de toda a palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no dia do juízo. Porque por tuas palavras serás justificado, e por tuas palavras serás condenado”. Em Pv. 14:23: lemos: “meras palavras leva a penúria”.
     
Algumas pessoas se desculpam pelo fato de às vezes, por possuir pouca cultura também acharem que podem ser mal educadas no trato das palavras, tornando assim os relacionamentos conflitivos. Outras se culpam pelo seu temperamento tempestuoso, porém é bom observarmos que com um pouco de bom senso e com a presença de Deus na vida, o vocabulário familiar pode mudar para melhor.
     
Como é agradável aos ouvidos presenciarmos um marido elogiando a sua esposa; Um pai falando bem de seus filhos; Os filhos por sua vez praticando um bom relacionamento com seus pais e irmãos e assim por diante.
     
Infelizmente o uso das palavras tem chegado a níveis insuportáveis. Os palavrões, os xingamentos fazem parte da rotina de grande parte das famílias neste mundo. É comum observarmos pais depreciando seus filhos. Usando palavras frívolas como: “Seu burro, seu idiota, você não vale nada”. “Você não é ninguém, é um zero à esquerda”. Vermos também a esposa gritando com o seu marido de: “irresponsável, frouxo, otário, medíocre, bobão”, etc, ou o marido em seu machismo chamando a sua companheira de “vagabunda, falsa, mulher infiel e vadia, louca, doida, etc.”
     
O pior que o mau uso das palavras tem frustrado bons relacionamentos e estes não ficam só no âmbito dos lares, porém tem chegado com força à Igreja de Deus. Lideranças que se agridem com palavras de duplo sentido e de baixo nível. Ovelhas desmerecendo o seu pastor, fofocando sobre a sua vida, família e ministério. Entrando em assuntos que não lhe dizem respeito na maioria das vezes. Pastores desacatando suas ovelhas. Irmão contra irmão usando palavras inadequadas para se degradarem, se machucarem, se magoarem.
     
Veja bem. Nesta oportunidade eu gostaria de ter a liberdade de dar alguns conselhos práticos para melhorar relacionamentos  que estão truncados por um motivo ou outro.

     1. Antes de proferir qualquer palavra a  quem quer que seja pense várias vezes o que vai dizer e a forma como deve dizer. Verifique se o que você vai falar produzirá edificação, ou se a mesma vai trazer confusão, mal entendido.
     2. Peça perdão sempre que errar com alguma pessoa ou grupo de pessoas. Pedir perdão é um ato de humildade que será galardoado por Deus se o fizer de coração arrependido, sincero e com discernimento.
     3. Use palavras só para abençoar nunca para amaldiçoar quem quer que seja, nem pessoas que você julga inimigas. Forme novos hábitos. Comece sempre o seu dia abençoando principalmente de uma maneira especial as pessoas que vivem debaixo do mesmo teto com você.
    4. Procure não revidar quando alguém lhe disser impropérios ou degrade a sua pessoa. Há um ditado popular que diz: “Que não se deve levar desaforos pra casa”. Se você é cristão legítimo “você além de levar os tais desaforos, terá a responsabilidade diante de Deus de perdoar todos os que virem a lhe ofender e ainda orar por estas pessoas.”
     
Tenha como lema o versículo 6 do capítulo 4 do livro de Colossenses –  “A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como deveis responder a  cada um.”
     
Amigo/a lembre-se de que: “Quem vai nos justificar ou condenar, quando  estivermos diante de Deus no juízo, serão as nossas palavras, pois Jesus nos adverte que: “Porque por tuas palavras serás justificado, e por tuas palavras serás condenado.” Veja o que o Salmista nos adverte em Sl.19:14 - “Sejam agradáveis as palavras da minha boca e a meditação do meu coração perante a tua face, SENHOR, Rocha minha e Redentor meu!”
    
Que Deus te abençoe meu/minha querido/a, carinhosamente, do seu amigo e pastor...

Quem mora na sua casa? Betel ou Bete-Áven?

- por Dennis Allan


Abraão adorou a Deus naquele lugar. Jacó, depois de um encontro com Deus, deu ao local um nome de signficado especial. Samuel julgou Israel no mesmo lugar. Elias e Eliseu passaram por lá em sua última viagem juntos. Mas, Jeremias disse que Israel envergonhou-se do mesmo lugar. Betel, uma cidade localizada 20 km ao norte de Jerusalém, tem uma história cheia de significado. Faremos bem aprendendo e aplicando em nossas vidas as lições de Betel.

Abrão Adora em Betel
Abrão deixou Ur dos caldeus e subiu o vale do Rio Eufrates até Harã, onde seu pai faleceu. De Harã, ele virou para o sul e seguiu em direção à terra de Canaã. Parou em Siquém, e depois edificou um altar entre Ai e Betel, onde “invocou o nome do Senhor” (Gênesis 12:8). Abrão continuou a sua jornada ao sul e estabeleceu residência no Neguebe. Passou algum tempo no Egito e voltou novamente para o Neguebe, de onde fazia viagens a Betel para invocar o nome de Deus (Gênesis 13:3-4). Betel, para o patriarca Abrão, foi um lugar de encontro com Deus. Tornou-se a casa de Deus.
   
Jacó Encontra Deus em Betel
Embora o autor de Gênesis tenha usado o nome Betel quando falou de Abrão, a cidade adotou esse nome duas gerações mais tarde. Quando a contenda entre Jacó e Esaú chegou ao ponto de o mais velho querer matar o mais novo, Jacó fugiu de sua terra e procurou seus parentes em Padã-Arã. No final do primeiro dia de viagem, ele parou em uma cidade chamada Luz. Durante a noite, Deus apareceu a Jacó e lhe mostrou uma escada da terra ao céu, pela qual anjos desciam e subiam. Deus repetiu a Jacó as três partes da grande promessa feita a Abrão em Gênesis 12: Terra prometida; Povo numeroso; Bênçãos para todas as famílias da terra por meio de seu descendente. Quando acordou, Jacó disse: “Na verdade, o Senhor está neste lugar, e eu não o sabia. E temendo, disse: Quão temível é este lugar! É a casa de Deus, a porta dos céus”. Jacó mudou o nome do lugar, chamando-o de “Betel”, que significa “casa de Deus” (Gênesis 28:1-22).

Jacó habitou 20 anos em Padã-Arã. Casou-se, teve filhos e tornou-se rico. Quando voltou para sua terra, ficou algum tempo em Siquém. Quando Deus o chamou para voltar a Betel, Jacó mandou que todos de sua família se purificassem antes de subir à casa de Deus. Ele fez um altar e o chamou de “El-Betel”, que significa “Deus da Casa de Deus” (Gênesis 35:1-7).   

Nós, também, devemos nos purificar antes de nos aproximarmos de Deus. Ele é luz, e não mantém comunhão com as trevas. Devemos jogar fora “toda impureza e acúmulo de maldade” (Tiago 1:21) e nos purificarmos “de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus” (2 Coríntios 7:1).

Betel: A Casa de DeusA importância de Betel como um lugar de encontros com Deus continuou por mais de 800 anos, até o início do reino de Israel. Era um dos lugares onde Samuel julgava o povo (1 Samuel 7:16). Quando Saul foi ungido rei, encontrou homens que estavam “subindo a Deus a Betel” (1 Samuel 10:3).   

Quando pensamos em Betel, da chegada de Abrão em Canaã até a época dos reis, pensamos na casa de Deus, um lugar especial de encontros entre homens de fé e seu Criador.

Uma Mudança Triste
Infelizmente, Betel perdeu a honra de ser a casa de Deus. Jeremias, escrevendo 400 anos depois de Samuel, disse que “a casa de Israel se envergonhou de Betel” (Jeremias 48:13). Por quê? O profeta Oséias, um século antes de Jeremias, explica o motivo dessa triste mudança. Repetidamente, Oséias se refere a Betel com outro nome, “Bete-Áven”. Veja as palavras desse profeta: “...não subais a Bete-Áven...” (4:15); “Levantai gritos em Bete-Áven” (5:8). Em vez de Betel, Oséias usa esse outro nome. Bete-Áven quer dizer “Casa do Nada” ou “Casa de Vaidade”. Como é que a Casa de Deus tornou-se a Casa do Nada? Oséias explica: “Os moradores de Samaria serão atemorizados por causa do bezerro de Bete-Áven... e os sacerdotes idólatras tremerão por causa da sua glória, que já se foi.... Israel se envergonhará por causa de seu próprio capricho.... E os altos de Áven, pecado de Israel, serão destruídos...” (10:5-8). O pecado, a idolatria e, especificamente, o bezerro de ouro foram motivos para o declínio de Betel. A casa de Deus tornou-se a casa de vaidade. O Senhor não habitou mais na cidade onde Abrão, Jacó, Samuel e outros o encontravam. Ele foi expulso de sua própria casa.

O Pecado de JeroboãoO fato mais marcante na triste história de Betel aconteceu nove séculos antes de Cristo, logo após a morte do rei Salomão. Devido à infidelidade de Salomão, Deus tirou uma boa parte do reino que pertencia aos reis descendentes de Salomão, e a deu nas mãos de Jeroboão. Este começou a reinar sobre as dez tribos do norte, conhecidas coletivamente como Israel ou Samaria. Deus prometera estabelecer o reinado de Jeroboão, se o mesmo fosse fiel: “Se ouvires tudo o que eu te ordenar, e andares nos meus caminhos, e fizeres o que é reto perante mim, guardando os meus estatutos e os meus mandamentos, como fez Davi, meu servo, eu serei contigo, e te edificarei uma casa estável, como edifiquei a Davi, e te darei Israel” (1 Reis 11:38).

Em vez de confiar na promessa de Deus, Jeroboão procurou seus próprios meios para segurar o poder sobre Israel. Ele ficou preocupado com as viagens periódicas dos israelitas a Jerusalém, o centro de adoração a Deus no Antigo Testamento. Imaginou que a influência de seus irmãos do sul provocaria uma rebelião e faria com que o rejeitassem como rei. Para evitar tal acontecimento, Jeroboão introduziu uma série de mudanças nas práticas religiosas do povo (1 Reis 12:25-33): Ele mudou os símbolos religiosos. Em vez de representar a presença de Deus com a arca da aliança, Jeroboão fez dois bezerros de ouro, repetindo o pecado cometido por Arão logo após a saída do Egito (Êxodo 32).  Mudou o lugar sagrado. Deus havia escolhido Jerusalém como o lugar de adoração para os israelitas. Jeroboão, para evitar que o povo voltasse para o território de Judá, escolheu Betel e Dã. Mudou o sacerdócio. Deus especificou sacerdotes da tribo de Levi, mas Jeroboão consagrou sacerdotes de outras tribos. Jeroboão mudou o calendário religioso. Havia festas importantes em Jerusalém em diferentes meses do ano, incluindo uma que começava no dia 15 do sétimo mês. Mas Jeroboão escolheu o décimo quinto dia do oitavo mês para a sua festa, sem nenhuma autorização divina. (...)
   
Outros “Betel”?
O caso de Betel e de seu pecado é único na história do povo de Deus? Infelizmente, não. Consideremos outras casas de Deus.

O templo em Jerusalém representou a presença de Deus no meio do povo a partir do reinado de Salomão. Mas por duas vezes, Deus deixou a sua casa devido ao pecado do povo. Ezequiel, nos capítulos de 8 a 10, mostra como Deus foi expulso quando o povo encheu a casa com idolatria, perversidade e corrupção.

A igreja de Jesus é a casa de Deus (1 Coríntios 3:16-17; 1 Timóteo 3:15). Mas, da mesma forma que o povo do Velho Testamento desviou-se do Senhor, hoje, igrejas podem abandonar o caminho e perder a sua comunhão com Deus (Apocalipse 2:5; 3:3; etc.). A Casa de Deus pode ficar deserta.

O cristão é o templo do Senhor (João 14:23; 1 Coríntios 6:19-20). Para manter a nossa comunhão com Deus, temos de amá-lo e guardar a sua palavra. Se voltar ao pecado e recusar a se arrepender, perderá a sua esperança (Hebreus 10:26-31). Deus ainda pode sair de sua casa.

Quem Mora na Sua Casa?

Jesus quer habitar em nós. Para isso, é necessário crucificar o velho homem egoísta e deixar Cristo viver em nós (Gálatas 2:19-20). Dependemos totalmente de Jesus? Deixamos Deus dominar completamente a nossa vida? Ou expulsamos o Senhor de uma casa cheia de pecado, perversidade e egoísmo? Deus não divide a casa com as trevas (leia Colossenses 3:1-10).

Você pode, honestamente, chamar-se de Betel, ou de Bete-Áven? Quem mora na sua casa?

Você, eternamente, pretende morar na casa de quem?

terça-feira, 21 de setembro de 2010

A fome da Marina

Achei esse texto muito bom para refletirmos. Apesar de não gostar da música e poesia nem de Caetano e muito menos de Rita, acho que o conteúdo é para se pensar sim...
Pr. Kleyson Fleury.


Por José Ribamar Bessa Freire(Professor, coordena o Programa de Estudos dos Povos Indígenas (UERJ) e pesquisa no Programa de Pós-Graduação em Memória Social (UNIRIO)

Há pouco, Caetano Veloso descartou do seu horizonte eleitoral o presidente Lula da Silva, justificando: "Lula é analfabeto". Por isso, o cantor baiano aderiu à candidatura da senadora Marina da Silva , que tem diploma universitário. Agora, vem a roqueira Rita Lee dizendo que nem assim vota em Marina para presidente, "porque ela tem cara de quem está com fome".
 
Os Silva não têm saída: se correr o Caetano pega, se ficar a Rita come.
 
Tais declarações são espantosas, porque foram feitas não por pistoleiros truculentos, mas por dois artistas refinados, sensíveis e contestadores, cujas músicas nos embalam e nos ajudam a compreender a
aventura da existência humana. 
 
Num país dominado durante cinco séculos por bacharéis cevados, roliços e enxudiosos, eles naturalizaram o canudo de papel e a banha como requisitos indispensáveis ao exercício de governar, para o qual os Silva, por serem iletrados e subnutridos, estariam despreparados.
 
Caetano Veloso e Rita Lee foram levianos, deselegantes e preconceituosos. Ofenderam o povo brasileiro, que abriga, afinal, uma multidão de silvas famélicos e desescolarizados.
 
De um lado, reforçam a ideia burra e cartorial de que o saber só existe se for sacramentado pela escola e que tal saber é condição sine qua non para o exercício do poder. De outro, pecam querendo nos fazer acreditar que quem está com fome carece de qualidades para o exercício da representação política.
 
A rainha do rock, debochada, irreverente e crítica, a quem todos admiramos, dessa vez pisou na bola. Feio."Venenosa! Êh êh êh êh êh!/ Erva venenosa, êh êh êh êh êh!/ É pior do que cobra cascavel/ O seu veneno é cruel.../ Deus do céu!/ Como ela é maldosa!".
 
Nenhum dos dois - nem Caetano, nem Rita - têm tutano para entender esse Brasil profundo que os silvas representam.
 
A senadora Marina da Silva tem mesmo cara de quem está com fome? Ou se trata de um preconceito da roqueira, que só vê desnutrição ali onde nós vemos uma beleza frágil e sofrida de Frida Kahlo, com seu cabelo amarrado em um coque, seus vestidos longos e seu inevitável xale? Talvez Rita Lee tenha razão em ver fome na cara de Marina, mas se trata de uma fome plural, cuja geografia precisa ser delineada. Se for fome, é fome de quê?
 
O mapa da fome
A primeira fome de Marina é, efetivamente, fome de comida, fome que roeu sua infância de menina seringueira, quando comeu a macaxeira que o capiroto ralou. Traz em seu rosto as marcas da pobreza, de uma fome crônica que nasceu com ela na colocação de Breu Velho, dentro do Seringal Bagaço, no Acre.
 
Órfã da mãe ainda menina, acordava de madrugada, andava quilômetros para cortar seringa, fazia roça, remava, carregava água, pescava e até caçava. Três de seus irmãos não aguentaram e acabaram aumentando o alto índice de mortalidade infantil.
 
Com seus 53 quilos atuais, a segunda fome de Marina é dos alimentos que, mesmo agora, com salário de senadora, não pode usufruir: carne vermelha, frutos do mar, lactose, condimentos e uma longa lista de uma rigorosa dieta prescrita pelos médicos, em razão de doenças contraídas quando cortava seringa no meio da floresta. Aos seis anos, ela teve o sangue contaminado por mercúrio. Contraiu cinco malárias, três hepatites e uma leishmaniose.
 
A fome de conhecimentos é a terceira fome de Marina. Não havia escolas no seringal. Ela adquiriu os saberes da floresta através da experiência e do mundo mágico da oralidade. Quando contraiu hepatite, aos 16 anos, foi para a cidade em busca de tratamento médico e aí mitigou o apetite por novos saberes nas aulas do Mobral e no curso de Educação Integrada, onde aprendeu a ler e escrever.
 
Fez os supletivos de 1º e 2º graus e depois o vestibular para o Curso de História da Universidade Federal do Acre, trabalhando como empregada doméstica, lavando roupa, cozinhando, faxinando. 
 
Fome e sede de justiça: essa é sua quarta fome. Para saciá-la, militou nas Comunidades Eclesiais de Base, na associação de moradores de seu bairro, no movimento estudantil e sindical. Junto com Chico Mendes, fundou a CUT no Acre e depois ajudou a construir o PT.
 
Exerceu dois mandatos de vereadora em Rio Branco , quando devolveu o dinheiro das mordomias legais, mas escandalosas, forçando os demais vereadores a fazerem o mesmo. Elegeu-se deputada estadual e depois senadora, também por dois mandatos, defendendo os índios, os trabalhadores rurais e os povos da floresta.
 
Quem viveu da floresta, não quer que a floresta morra. A cidadania ambiental faz parte da sua quinta fome. Ministra do Meio Ambiente, ela criou o Serviço Florestal Brasileiro e o Fundo de Desenvolvimento para gerir as florestas e estimular o manejo florestal.
 
Combateu, através do Ibama, as atividades predatórias. Reduziu, em três anos, o desmatamento da Amazônia de 57%, com a apreensão de um milhão de metros cúbicos de madeira, prisão de mais 700 criminosos ambientais, desmonte de mais de 1,5 mil empresas ilegais e inibição de 37 mil propriedades de grilagem.
 
Tudo vira bosta
 
Esse é o retrato das fomes de Marina da Silva que - na voz de Rita Lee - a descredencia para o exercício da presidência da República porque, no frigir dos ovos, "o ovo frito, o caviar e o cozido/ a buchada e o cabrito/ o cinzento e o colorido/ a ditadura e o oprimido/ o prometido e não cumprido/ e o programa do partido: tudo vira bosta".
 
Lendo a declaração da roqueira, é o caso de devolver-lhe a letra de outra música - 'Se Manca' - dizendo a ela: "Nem sou Lacan/ pra te botar no divã/ e ouvir sua merda/ Se manca, neném!/ Gente mala a gente trata com desdém/ Se manca, neném/ Não vem se achando bacana/ você é babaca".
 
Rita Lee é babaca? Claro que não, mas certamente cometeu uma babaquice. Numa de suas músicas - 'Você vem' - ela faz autocrítica antecipada, confessando: "Não entendo de política/ Juro que o Brasil não é mais chanchada/ Você vem... e faz piada". Como ela é mutante, esperamos que faça um gesto grandioso, um pedido de desculpas dirigido ao povo brasileiro, cantando: "Desculpe o auê/ Eu não queria magoar você".
 
A mesma bala do preconceito disparada contra Marina atingiu também a ministra Dilma Rousseff, em quem Rita Lee também não vota porque, "ela tem cara de professora de matemática e mete medo". Ah, Rita Lee conseguiu o milagre de tornar a ministra Dilma menos antipática! Não usaria essa imagem, se tivesse aprendido elevar uma fração a uma potência, em Manaus, com a professora Mercedes Ponce de Leão, tão fofinha, ou com a nega Nathércia Menezes, tão altaneira.
 
Deixa ver se eu entendi direito: Marina não serve porque tem cara de fome. Dilma, porque mete mais medo que um exército de logaritmos, catetos, hipotenusas, senos e co-senos. Serra, todos nós sabemos, tem cara de vampiro. Sobra quem?
 
Se for para votar em quem tem cara de quem comeu (e gostou), vamos ressuscitar, então, Paulo Salim Maluf ou Collor de Mello, que exalam saúde por todos os dentes. Ou o Sarney, untuoso, com sua cara de ratazana bigoduda. Por que não chamar o José Roberto Arruda, dono de um apetite voraz e de cuecões multi-bolsos? Como diriam os franceses, "il péte de santé".
 
O banqueiro Daniel Dantas, bem escanhoado e já desalgemado, tem cara de quem se alimenta bem. Essa é a elite bem nutrida do Brasil...
 
Rita Lee não se enganou: Marina tem a cara de fome do Brasil, mas isso não é motivo para deixar de votar nela, porque essa é também a cara da resistência, da luta da inteligência contra a brutalidade, do milagre da sobrevivência, o que lhe dá autoridade e a credencia para o exercício de liderança em nosso país.
              
Marina Silva, a cara da fome? Esse é um argumento convincente para votar nela. Se eu tinha alguma dúvida, Rita Lee me convenceu definitivamente.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Encontro com Deus

Pastoreio de Pastores: ops!

Sou pastor. E estudei por cinco anos para o ser, contudo antes fiz um acompanhamento vocacional por outros tres anos. Após minha formatura fui acompanhado mais dois anos num período probatório, a fim de ser presbítero da Igreja Metodista. No total foram dez anos de acompanhamento institucional, dos quais somente três foram acompanhados pastoralmente. Esse acompanhamento se deu na igreja local, quando era ainda uma ovelha, no aprisco do Senhor, próximo a casa de minha mãe, próximo da minha família e amigos, na cidade de Goiânia.

Após alguns anos de ministério atuando sozinho como provedor de “respostas”, “conselhos” e “estratégias" para a cura do outro, do próximo me deparo com essa temática que muito mexe comigo tendo em vista que: Quem cuida de mim? Que cuidado eu tenho tido para com meus amigos e colegas? A resposta é muito simples: minha contribuição tem sido pequena, modesta e paliativa em frente aos desafios do homem pós-moderno, em época que as pessoas muito produzem e pouco fazem em favor de si próprias.

Tenho sido dia após dia conflitado em minha prática por pessoas que desistiram de buscar um tratamento em momentos de crises profundas. Acreditar que sou uma espécie de “super homem”, “inquebrável”... isso é um enorme metira. Não sou nada além de um homem que um dia resolveu aceitar um chamado de Deus. Contudo no exercício do chamado somos fadados a acertos e fracassos. Pensando num texto que li compartilho com vocês o que achei interessante. Leia a abaixo:

Aprendendo a Aguardar ou Esperar Biblicamente
Fonte: www.pastoreiodepastores.org.br

Existem três momentos na vida de um filho de Deus: o da derrota, da vitória e de sofrimento e fraqueza. O da derrota e descrito no final de Romanos 7 e o da vitória em Romanos 8. Poucas pessoas entendem que Romanos 8.17-34 descrevem o terceiro momento. Por não entender que existe este terceiro momento, acabam achando-se derrotados quando não estão vivendo na plena vitória do início de Romanos 8.

À luz disso, deixe o Espírito Santo ministrar para você pela tradução de Eugene Peterson (The Message) de Romanos 8.22-29:

“Em tudo ao nosso redor observamos uma criação grávida. Os tempos difíceis de dor no mundo inteiro são simples dores de parto. Mas não estão apenas ao nosso redor, também estão dentro de nós. O Espírito de Deus está acordando-nos por dentro. Também sentimos as dores de parto. Estes corpos doentes e esgotados almejam libertação total. Por isso o aguardar não nos diminui, igual como o tempo de espera não diminui uma mãe grávida. Somos engrandecidos na espera. Nós, claro, não enxergamos o que nos engrandece. Mas o mais que aguardamos, o maior que nos tornamos e o mais alegre que se torna nosso suspenso.

Ao mesmo tempo, o momento que nos cansamos em esperar, o Espírito de Deus está a nosso lado nos ajudando. Se não sabemos como ou o que orar, não importa. Ele ora dentro de nós e para nós, tornando nossos suspiros sem palavras e gemidos angustiantes em orações. Ele nos conhece bem melhor que nos conhecemos a nós mesmos, entende nossa condição grávida e nos mantém perante Deus. Por isso podemos ser tão confiantes que cada detalhe em nossas vidas de amor por Deus está sendo trabalhado para algo bom.

Deus soube o que fazia desde o ponto de partida inicial. Ele decidiu deste o começo formar as vidas dos que o amam na mesma linha que a vida de seu Filho. O Filho se ergue como primeiro na linha da humanidade que ele restaurou. Vemos a forma original e prevista de nossas vidas nele.

No início deste ano, Deus me falou que 2005 seria o ano de aguardar nele. Eu reclamei que já fiz isso, começando desde fevereiro, 2004, quando Débora, minha esposa, foi morar nos EUA para acompanhar Karis no aguardo de um transplante intestinal. [1] Ele me falou que não aguardei biblicamente e queria me ensinar o que era isso. Está me mostrando quatro características de aguardar ou esperar biblicamente, baseado em Romanos 8.22-29.

Primeiro, precisamos reconhecer que estamos grávidos, precisamos enxergar o que foi concebido, o que Deus depositou, o que ele claramente começou antes do momento de sofrimento e fraqueza. Vejo, por exemplo, que Deus depositou na Karis a característica de ser uma pessoa ponte: entre América Latina e América do Norte; entre evangélicos e católicos, estudando na Notre Dame, a melhor universidade católica dos EUA; entre extrovertidos e introvertidos (ela é extrovertida, mas a maior parte de sua vida teve que ser introvertida por falta de saúde e força); entre os Pentecostais que acreditam que Deus sempre cura e não enxergam uma teologia de sofrimento e nossos irmãos mais históricos que tem dificuldade em ver que Deus cura hoje. Ver o que Deus depositou nela me permite aguardar biblicamente que ele complete a boa obra que começou!

Segundo, precisamos reconhecer o que Deus está formando em nós – algo bem além do que foi depositado ou concebido inicialmente. Karis foi para Notre Dame estudar no ramo da medicina, querendo ser uma pediatra missionária na África. Aprendeu francês ao ponto de fazer seu tempo devocional em francês. Mas depois de um ano, a Deã pediu que ela mudasse de especialização por falta de força física, pelas constantes internações e por terminar cada semestre com matérias incompletas. O ramo da medicina era rigoroso demais para ela. Então ela pesquisou as 130 outras especializações da universidade, mas não encontrou nada que correspondesse a ela. Pediu para criar sua própria especialização. Cinco pessoas na história de Notre Dame fizeram isso. Hoje, depois de defender sua tese diante de um painel de professores, a especialização dela é composta por uma combinação de relações internacionais, paz e reconciliação, e jornalismo. Ela está aprendendo a língua árabe porque sente que os maiores problemas mundiais em sua geração estão relacionados ao povo muçulmano. Deus manteve o que depositou nela, e o reformulou através desse período de aguardar nele.

Em terceiro lugar, reconhecer que Deus está formando A NÓS – geralmente através de dor ou sofrimento. Uma cena no filme “A Volta do Rei” de J.R. Tolkien, a última na Série “O Senhor dos Anéis” mostra os fragmentos da espada que ganhou a batalha contra o Maligno em outra época. Eles são guardados num lugar bonito e sagrado dentro de um vidro sobre uma almofada aveludada. A próxima cena mostra a espada completa, brilhando em vermelho pelo calor do fogo e sendo temperada através de dois grandes homens que a martelam com toda sua força. Quem conhece o processo sabe que depois a espada é mergulhada em água gelada antes de ser colocada de novo na fornalha e martelada para temperá-la de novo – repetidas vezes. Mas uma vez forjada, se torna uma arma terrível nas mãos do Rei. Aguardar biblicamente quer dizer saber que Karis está sendo forjada. O sofrimento atual dela não se compara com a glória que será revelada. Pode ser que essa glória inclua o fato dela ganhar a habilidade de sofrer para Jesus em outras circunstâncias futuras.

Em quarto e último lugar, precisamos visualizar o resultado do que Deus está fazendo, enxergando o dia de “nascimento”, não conhecendo os detalhes do que nascerá, mas tendo uma visão crescente. Nossos olhos espirituais podem ver que Jesus está sendo formado em Karis e ela está se tornando mais e mais como ele. Ele é a mostra de nosso futuro se permitimos que ele cumpra seus propósitos através dos tempos de sofrimento e fraqueza.

Que Deus nos libere de uma teologia que apenas vê vitória ou derrota. Que nos libere de nossa tendência de fugir do sofrimento, não percebendo que ele tem propósitos eternos para cumprir nele. Que abra nossos olhos para uma visão de que ele nos chama a aguardar biblicamente nele. Isso não significa aguardar passivamente, meramente jogar tudo sobre ele e “descansar”. A maioria das pessoas passa por sofrimento sem ganhar os seus frutos. O povo de Deus que sofreu no deserto por 40 anos após a saída de Egito ganhou novos olhos e novas habilidades. Entrou no deserto com a mentalidade de dependência, medo e escravidão. Saiu como guerreiro que sabia depender de Deus e fazia todos os povos de Canaã tremerem. Seu chamado de conquistar a terra prometida, não mudou; mas eles mudaram! Aprenderam as lições de aguardar biblicamente, crescendo nas quatro características acima. Que essas verdades possam crescer em cada um de nós, nos tornando guerreiros que revelam o caráter e glória do Rei.

Os sonhos de Deus fazem parte de quem sou. Somente por ele e nEle posso crescer a cada dia, mas não posso tampar o sol com a peneira, preciso também olhar em minha volta, para meus amigos e amigas de vocação, não somente para aqueles que entendemos estarem “mal”, os que já sofrem” mas também para os que ainda não chegarem ao ponto da ebulição. Talvez seja eu amanhã enfrentar essa crise ministerial, familiar, financeira, pessoal, e me pergunto: que irei buscar apoio, auxílio, e forças? Realmente prefiro acompanhar e ser acompanhar, compartilhar e ouvir, impor minhas mãos mas também ter as mãos de pastores/as impostas sobre mim, mãos compromissadas com a continuidade e cura, e não preocupadas com reservas e outras coisas mesmos importantes que nós mesmos.

Um grande abraço, carinhosamente...