Quem não tem coração e atitude de ovelha, não serve para ser pastor. A autoridade provém da submissão e o governo é legitimado pelo serviço.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Aniversário da Igreja

Realmente estes mês de Agosto foi bênção da vida de nossa igreja, tivemos a oportunidade de celebrar 74 anos de uma construção de uma história singular, história esta cheias de conquistas e desafios. Neste mês recebemos os pastores: Bispo Adonias, Ozias (Olímpia), Márcio Divino (Marília), André Noé (Goiânia) e Robson (Osvaldo Cruz). Foram dias marcados pela ministração da palavra de Deus e muito louvor. Creio que Deus derramou muito em nossos corações. Você poderá ouvir as ministrações em nosso site, através do endereço na web, clique aqui para ouvir. Registro aqui também a participação do maravilhoso casal Célia e Sivaldo, do ministério Vinho Novo. Deus tem usado e muito esse ministério de louvor e adoração.

Cremos que o objetivo de Deus é moldar-nos, encher-nos a cada novo dia. Ele deseja superabundar em nós sua presença, e esse é o papel fundamental da igreja: ser sal, luz, vida, de espalhar santidade bíblica...

Louvamos a Deus e agradecemos:
- a cada pastor que nos honrou com sua palavra;
- a cada ovelha do rebalho que tem orado pela vida da igreja;
- a cada líder que tem investido sua vida em prol do Reino de Deus.

Faça parte dessa igreja que acolhe, ama e se dedica.

Em Cristo, um grande abraço, carinhosamente... Pr Kleyson Fleury

Eliseu ajuda uma viúva pobre

2REIS 4.1-7
Certa mulher, que era viúva de um dos membros de um grupo de profetas, foi falar com Eliseu e disse: — O meu marido morreu. Como o senhor sabe, ele era um homem que temia a Deus, o SENHOR. Mas agora um homem a quem ele devia dinheiro veio para levar os meus dois filhos a fim de serem escravos, como pagamento da dívida. Eliseu perguntou: — O que posso fazer por você? Diga! O que é que você tem em casa? — Não tenho nada, a não ser um jarro pequeno de azeite! — respondeu a mulher. Eliseu disse: — Vá pedir que os seus vizinhos lhe emprestem muitas vasilhas vazias. Depois você e os seus filhos entrem em casa, fechem a porta e comecem a derramar azeite nas vasilhas. E vão pondo de lado as que forem ficando cheias. Então a mulher foi para casa com os filhos, fechou a porta, pegou o pequeno jarro de azeite e começou a derramar o azeite nas vasilhas, conforme os seus filhos iam trazendo. Quando todas as vasilhas estavam cheias, ela perguntou se havia mais alguma. — Essa foi a última! — respondeu um dos filhos. Então o azeite parou de correr. Ela foi e contou ao profeta Eliseu. Aí ele disse: — Venda o azeite e pague todas as suas dívidas. Ainda vai sobrar dinheiro para você e os seus filhos irem vivendo.

www.sbb.org.br

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Estevão: discípulo modelo

Estevão certamente se enquadrou no perfil daqueles a quem o autor aos Hebreus se refere: “dos quais o mundo não era digno” (Hb 11:38).


I. UMA VIDA ÍNTEGRA
No capítulo 6 de Atos temos o relato de como a comunidade cristã lidou com uma dificuldade que surgiu face ao crescimento do número de discípulos. Os apóstolos sugeriram à Igreja a escolha de 7 pessoas que pudessem se responsabilizar por aquela importante área. O verso 3 contém o perfil dos tais varões a serem indicados pela Igreja: de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria”.


Destaco por hora uma das qualidades: “boa reputação”. A Igreja continua carecendo de ter à frente pessoas de boa índole cristã, irrepreensíveis, de boa reputação. Exatamente como Daniel, no AT e Estevão, no NT. Pessoas que se coloquem como referenciais para dizerem como Paulo: Sede meus imitadores, como também eu de Cristo. (I Co 11:1).


A integridade de Estevão era tanta que o recurso usado pelos incrédulos judeus foi o de subornar falsas testemunhas contra ele: Então subornaram uns homens, para que dissessem: ouvimos-lhe proferir palavras blasfemas contra Moisés e contra Deus. (At 6:11).



II. UM HOMEM CHEIO DO PODER DO ESPÍRITO SANTO
Observa e nos dois capítulos bíblicos que fazem menção a Estevão como o fato dele ser cheio do poder do Espírito Santo é realçado:

- E elegeram Estevão, homem cheio de fé e do Espírito Santo... (6:5);
- E Estevão, cheio de fé e de poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo. (6:8);
- E não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que falava... (6:10);
- Mas e le, cheio do Espírito Santo, fitando os olhos no céu, viu a glória de Deus, e Jesus em pé à direita de Deus. (7:55)


Uma vida cheia do Espírito é conseqüência de se viver integralmente para o Senhor (como visto no 1o. ponto). Estevão não cometia o erro que denunciou nos judeus para quem ele testemunhou no conselho: vós sempre resistis ao Espírito Santo (7:52).


Fé, poder, autoridade, milagres, prodígios, sinais, sabedoria... são qualidades que encontramos neste homem, tudo decorrência da ação do Espírito Santo em sua vida.


A Igreja precisa de pessoas que se submetam ao Espírito de Deus. O Espírito é o responsável por transformar tais vidas, como transformou Saul em I Samuel. A palavra que o profeta Samuel deu ao jovem benjamita, que não conseguira encontrar as jumentas perdidas de seu pai e por isso recorreu ao profeta foram: (I Sm 10) E o Espírito do Senhor se apoderará de ti, e profetizarás com eles, e te mudarás em outro homem (v. 6). Sucedeu pois que, virando ele as costas para partir de Samuel, Deus lhe mudou o coração em outro: e todos aqueles sinais aconteceram naquele mesmo dia (v. 9). E aconteceu que, como todos os que dantes o conheciam viram que eis que com os profetas profetizava, então disse o povo, cada qual ao seu companheiro: Que é o que sucedeu ao filho de Quis? Está também Saul entre os profetas? (v. 11).

III. UM HOMEM CHEIO DE AMOR
O que o texto bíblico de Atos 7:59 e 60 relata me parece suficiente para dizer com certeza que Estevão tinha uma grande unção de amor. Sua última oração assemelha-se à que Jesus fez na cruz: E pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado. Tendo dito isto, adormeceu (60). (Lc 23:34 E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem...)


Este unção leva a pessoa a servir aos irmãos e a buscar os perdidos com o Evangelho. E isto Estevão fez muito bem.


No capítulo 8 temos a referência ao sepultamento do corpo de Estevão (que não morreu, mas “adormeceu”):


E uns varões piedosos foram enterrar Estevão, e fizeram sobre ele grande pranto (v. 2). Ninguém é insubstituível na Igreja, afinal, Jesus é a pedra angular. Por outro lado, pessoas como Estevão fazem muita falta. Deixam muitas saudades.


Muitas lições podemos tirar do episódio do encontro de Jesus com Pedro, após a ressurreição, junto ao mar de Tiberíades, conforme João 21:15ss. Três vezes o Senhor inquiriu a Simão: amas-me? Após cada resposta dada por Pedro, o Senhor disse a mesma coisa: Apascenta as minhas ovelhas. A ausência deste amor tornaria qualquer ministração de Pedro junto ao rebanho inócua.

Que o Senhor encha esta Igreja de crentes como Estevão: vida íntegra, cheios do Espírito Santo e amor.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Pautas Ético-Pastorais

Compartilho algumas de minhas anotações da Pós-Graduação em Aconselhamento pastoral, na disciplina do Prof. Dr. Ronaldo Sathler-Rosa que são muito boas para o entendimento da questão. Estas pautas não estão fechadas, pois a vida tem muito a nos ensinar...

PAUTAS ÉTICO-PASTORAIS, EM ELABORAÇÃO, PARA O PROCESSO DE ACONSELHAMENTO

Prof. Ronaldo Sathler-Rosa.

As anotações que se seguem são incompletas. Devem ser ampliadas à medida que as circunstâncias o exijam. Mais importante: não se pode “prescrever” comportamentos. Atitudes, comportamentos, ações correspondem ao caráter da pessoa. “Nosso ser (como somos) precede e determina o nosso fazer (como agimos)”. Entretanto, a reflexão ética tem um caráter educativo, pois sempre é possível o aperfeiçoamento da personalidade, de suas intenções e motivações. Pautas éticas representam parâmetros de conduta pastoral exigidos de pessoas que se dispõem a ajudar os seres humanos em suas dificuldades, em seus dilemas, suas indagações existenciais e que depositam sua confiança em seus pastores e pastoras..


Conselheiros(as) e o contexto sócio-econômico e político
Gerald Corey (1982):
“...muitas entidades profissionais dão ênfase às responsabilidades éticas de suas categorias em relação à sociedade como um todo no sentido de que exerçam influência, coletivamente, contra situações tais como a opressão e a discriminação da mulher e grupos minoritários, a continuação do racismo na sociedade, a negligência em relação aos idosos e práticas desumanas contra crianças (...) Existe uma tendência generalizada no sentido de encorajar tais categorias a, de forma ativa, utilizar seus conhecimentos e habilidades” para denunciar as causas geradores da assimetria social.

Ao referir-se a conselheiros e terapeutas, Corey salienta que é seu dever conhecer as condições econômicas, políticas e sociais que afetam o direito humano à saúde, casa, trabalho, lazer, alimentação. Corey vai mais longe ao dizer que é necessário que conselheiros(as) determinem que passos tomar no sentido de contribuir para as necessárias transformações no sistema global da sociedade. Dessa forma, conselheiros(as) em geral estão descobrindo que para que ocorram mudanças individuais significativas é impossível permanecer cego e mudo diante dos males sociais que criam e alimentam doenças individuais; i.e., mudanças individuais radicais só podem ocorrer com mudanças nos ordenamentos e relacionamentos sociais; assim, os(as) conselheiros(as) devem ser “agentes de mudança social” para que a vida em plenitude se manifeste. Esta é, a meu ver, o maior desafio ético de pastores e pastoras conselheiros(as) que atuam em países empobrecidos.


Pautas essenciais
Em forma esquemática submeto algumas (os/as participantes são encorajados/as a acrescentarem outras) pautas éticas que devem nortear nossa atividade como pastores e pastoras conselheiros(as):
1. devemos ter consciência de nossas próprias necessidades e se nossas carências influenciam nosso trabalho e a pessoa que nos procura;

2. uma vez que nosso compromisso pastoral é com o bem-estar daquelas pessoas a quem servimos é fundamental que não utilizemos os que nos procuram para satisfazer nossas próprias necessidades;

3. precisamos evitar qualquer tipo de relacionamento que possa ser uma ameaça ao processo;

4. devemos evitar qualquer manifestação, oculta ou em público, que indique interesse sexual, bem como gestos ou palavras sedutoras e contatos físicos que caracterizem abuso;

5. o “segredo do confessionário” deve ser nosso ponto de honra. Se houver alguma circunstância que possa afetar a confiabilidade implícita no processo de aconselhamento pastoral devemos informar à pessoa a quem estamos acompanhando; em caso de risco de vida os familiares devem ser informados após o seu consentimento. (A questão da confidencialidade passa, antes de tudo, por um auto-exame: “estou, realmente, motivado a ser ponto de apoio e ajuda? Ou estou interessado em bisbilhotar a vida alheia e tripudiar sobre as fraquezas de outras pessoas?” São questões a serem examinadas, auto-investigadas. Honrar a confiabilidade requer auto-determinação, maturidade pessoal e vocacional e o aprendizado paciente da auto-disciplina);

6. precisamos de formação adequada a fim de conhecer a condição humana e os problemas apresentados para reagir de forma útil e não impositiva;

7. é nosso dever nos dedicarmos ao estudo contínuo, em especial das disciplinas que pesquisam o ser humano e suas interações. A participação regular em cursos de atualização, congressos, seminários e atividades afins é altamente recomendável;

8. é nosso dever informar claramente o significado do processo de aconselhamento pastoral. Além disso, informações “operacionais”, tais como, duração, número de vezes, horário etc. são, também, importantes. É fundamental deixar claro que não sabemos qual será o resultado final do processo;

9. devemos ter consciência dos limites de nossa competência. A consulta a colegas, ou mesmo a outros profissionais, é recomendável, preservando-se, sempre, a identidade de quem procurou ajuda;

10. a supervisão regular é requisito essencial para assegurar-se a qualidade e eficiência do acompanhamento;

11. embora devamos ter consciência de princípios éticos elementares é importante reconhecermos que podemos nos defrontar com situações específicas em que teremos de usar nossa própria capacidade de discernimento e bom senso. Podemos não encontrar caminhos claros em determinadas circunstâncias. Temos que aceitar a responsabilidade de buscar aquelas “respostas”, juntamente com a pessoa que nos procurou, que sejam as mais adequadas para o momento;

12. temos que reconhecer a natureza complexa da personalidade humana e as dificuldades próprias de mudanças de atitudes e de comportamentos;

13. devemos assumir que nossa fé e compromisso cristão cria e sustenta nosso sistema de valores e atitudes. Este pressuposto irá influenciar nosso relacionamento pastoral. Entretanto, jamais podemos impor, no caso de pessoas não pertencentes à comunidade da igreja, de forma sutil ou ostensiva, nossa crença;

14. devemos lembrar que nossas atitudes falam mais do que nossas palavras. Queiramos ou não, quem nos procura nos vê, de alguma forma, como pessoas que exercem alguma influência sobre suas vidas. Dessa forma, o que encorajamos em nossos eclesianos deve ser vivido por nós;

15. é nosso dever intervir em casos em que há evidências de abusos contra crianças, mulheres, idosos, deficientes ou outras pessoas cujas condições não lhes permitam proteger-se adequadamente;

16. é inerente à nossa vocação servir a qualquer pessoa, independentemente de sua condição econômica, religiosa, étnica, de gênero e de orientação sexual.


Recursos bibliográficos
CIAN, Luciano. Caminho para a maturidade e a harmonia. Reflexão sobre a experiência de um itinerário de acompanhamento formativo individual. Pistas para realizar a “vida plena”. Petrópolis: Vozes, 1990.

COREY, G. Theory and Practice of Counseling and Psychotherapy. 2. ed. Monterey: Brooks, 1982.

GULA, Richard M. Ética no ministério pastoral. São Paulo: Loyola, 2001.

KESSLER, Nemuel. Ética pastoral: O comportamento do pastor diante de Deus e da sociedade. 6. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2000.

LEON, Jorge. Introdução à psicologia pastoral. São Leopoldo: Sinodal, 1996.

REGA, Lourenço Stelio. A ética temporal ascendente como alternativa à ética do “jeitinho”. Simpósio, vol. 8 (2), ano XXVIII, n. 38, ASTE, 1995.