Quem não tem coração e atitude de ovelha, não serve para ser pastor. A autoridade provém da submissão e o governo é legitimado pelo serviço.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Paulo Dias Nogueira: DIA NACIONAL DE AÇÃO DE GRAÇAS

Paulo Dias Nogueira: DIA NACIONAL DE AÇÃO DE GRAÇAS: "Hoje é o Dia Nacional de Ação de Graças. Aproveito este espaço para compartilhar um breve histórico desta festa, celebrada pelas mais varia..."

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Lá vem o sonhador-mor


Eles responderam: Tivemos um sonho, e não há quem o possa interpretar. Disse-lhes José: Porventura, não pertencem a Deus as interpretações? Contai-me o sonho (Gênesis 40.8).

Como é bom poder falar com alguém, compartilhar sonhos e projetos, angústias e tristezas. Em minha vida muitos foram os momentos que eu não tinha ninguem que pudesse compartilhar minha vida, ao falar de vida, estou dizendo tudo que a envolve e ainda muito mais no campo da semântica, isto é, nos pensamentos, do que nas tribulações que pudesse estar enfrentando.

Gostaria de trabalhar estas duas áreas de luta: sonhos/ ideias e lutas/tribulações. Vamos lá vou comer pela mais fácil: lutas/tribulações.

Tive uma infância que essas palavras eram comuns, mas nunca fui ensinado a desistir. Sempre compartilhei os sofrimentos dos outros, tive desde a infância de cuidar de minha irmã mais nova, e tentar entender os enfrentamentos do meu irmão mais velho. Afirmo que nem sempre fui bom, pelo contrário, sempre fui esforçado e em minhas tentativas, algumas vezes, consegui superar e contribuir com as pessoas. Nesse sentido, lembro-me do texto de Coríntios, conforme cito abaixo:

Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação,  não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas (2 Co 4.17-18).

Em minha vocação sempre tive que tentar entender as outras pessoas. Cuidar de pessoas para mim é fácil, o difícil é entendê-las. Por mais que você tente ajudá-las, sempre haverá momentos que você será mal compreendido. Acho que o problema não são as tribulações e sim como você as enfrenta. Num determinado momento em minha vocação pensei em desistir, contudo olhando para frente, continuei firmando no propósito de seguir adiante. Sempre visualizando os sonhos e ideais. É isto que me faz cantar, viver, respirar...

Então, disse: Ouvi, agora, as minhas palavras; se entre vós há profeta, eu, o SENHOR, em visão a ele, me faço conhecer ou falo com ele em sonhos (Números 12.6).

Deus tem dia-a-dia restaurado meus sonhos, por mais que os outros não entendam minha realidade. Hoje se estou em pé é porque acredito nisto. O me mata é a letargia dos que se dizem acreditar, mas vivem uma prática de vida onde os sonhos apenas poderão acontecer com os outros. Contrário desse pensamento, minha razão sussura no meu ouvido que os meus sonho sainda mudarão muito a vida dos outros. Não quero que Deus realize os meus sonhos e sim que os outros sintam e desejam sonhar como eu sonho, pois assim facilmente vencerão as suas lutas e angústias que tanto as que nos ameaça quanto as que nos amendrontam.

Até alguns anos atrás, sempre caminhei sozinho por não encontrar pessoas que me entendesse. Os poucos amigos que tinha me fazia contar apenas para saberem e no final dizer: será?! Em grande parte eu acebei desistindo por causa desses amgiso, colegas, autoridades... A opinião dos outros era mais forte do que os sonhos meus. Hoje percebo que tudo isto foi bobeira de minha parte. Coloquei no coração o seguinte: não importam se acreditam em você hoje, amanhã eles te seguirão, não pelos resultados de ontem, mas sim pela determinação e vontade de continuar a sonhar hoje, rompendo com os medos e com aquilo que os fazem parar pelos caminhos da vida, pois é pelo outro que continuo a projetar, a fim de que Deus um dia confirme esse realizar. O meu sonho está no transformar arrebatador do Senhor neles.

Caminho com os outros não porque eles me motivam, e sim porque acredito que ninguém vai longe sozinho.   A idéia que Deus não nos deixar é otima, mas não pode legitimar o vivermos sozinhos, como se a humanidade conspirasse contra nós. Devemos continuar a sonhar, mesmo que as pessoas, as instituições, a política, a sociedade, e tudo não nos deem motivos para tal.

Pensando em José do Egito, leio as seguintes palavras no livro de Gênesis, no capítulo 37, verso 19: E disseram um ao outro: Eis lá vem o sonhador-mor! Sonhar não paga, talvez ofenda alguns, entretando fica o convite: vamos nessa?

Com carinho, eu mesmo.