Quem não tem coração e atitude de ovelha, não serve para ser pastor. A autoridade provém da submissão e o governo é legitimado pelo serviço.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Lições para um processo de cura


Ontem o culto foi muito bom, e Deus me deu uma palavra sobre o Cego de Nascença. Ministrei sobre falei um pouco sobre a importância de deixarmos Deus trabalhar em nossa vida, não apenas na questão da cura, mas na questão da restauração espiritual completa.
Jesus ouviu que o tinham expulsado e, encontrando-o, disse-lhe: Crês tu no Filho de Deus?Ele respondeu, e disse: Quem é ele, Senhor, para que nele creia?E Jesus lhe disse: Tu já o tens visto, e é aquele que fala contigo.Ele disse: Creio, Senhor. E o adorou.E disse-lhe Jesus: Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não vêem vejam, e os que vêem sejam cegos.E aqueles dos fariseus, que estavam com ele, ouvindo isto, disseram-lhe: Também nós somos cegos?Disse-lhes Jesus: Se fósseis cegos, não teríeis pecado; mas como agora dizeis: Vemos; por isso o vosso pecado permanece (Jo 9.35-41).


Pensando nesse texto, quatro lições tiro para que ocorra o processo de cura de Jesus:
 1.  Jesus encontra-se com aqueles que estão excluídos (v.35)
Jesus ouviu que o tinham expulsado e, encontrando-o, disse-lhe: 
Crês tu no Filho de Deus?
Como é interessante, Jesus se encontra com aquele homem que tinha sido restaurado por ele mesmo, conforme o início do próprio capítulo 9 da narrativa do evangelista João. Esse homem contudo é impedido de ver que tinha sido aquele que tinha curado. 
Ele não tinha conhecido a Jesus ainda, pois o mestre tinha o mandado lavar os olhos, do barro que tinha sido lançado sobre seus olhos, no tanque de Siloé. Esse homem agora que via, não sabia como era Jesus que tinha curado ela. Ele não teve a oportunidade de saber de fato quem era Jesus. Tudo isto aconteceu e  após o ato da cura, esse "cego" é intimado e interrogado pelos fariseus. 
O resultado disso tudo é que ele é excluído porque ele foi: a) curado no sábado (v.14); b) considerado discípulo de Jesus (vv. 22 e 28); c) curado de uma doença cuja a história não existia nenhum relato de cruas outros cegos de nascença (v.32); d) nascido em pecado (v.34 - Responderam eles, e disseram-lhe: Tu és nascido todo em pecados, e nos ensinas a nós? E expulsaram-no).
O interessante é que Jesus lança essa questão contra os próprios fariseus, construtores de princípios que regiam a vida e a forma de adorar a Deus no tempo de Jesus, dizendo que: Disse-lhes Jesus: Se fósseis cegos, não teríeis pecado; mas como agora dizeis: Vemos; por isso o vosso pecado permanece (v.41).


2. Jesus se mostra aos que não vêem (v.36)
Ele respondeu, e disse: Quem é ele, Senhor, para que nele creia?
Se de fato o pecado, causa básica para o nascimento dele e da sua enfermidade, era limitador da ação de Deus, para Jesus essa era uma oportunidade de lhe mostrar aquilo que ele não tinha visto ainda: a glória a Deus. Até o momento o cego tinha sido condenado pela família e pelos religiosos. Nesse momento ele não é mais cego, mas continua sendo um excluído do convívio da igreja.
Jesus aparece a ele, após a cura, para declarar o que o verso 39 diz: Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não vêem vejam, e os que vêem sejam cegos. Glória a Deus porque o desejo de Jesus é dar identidade à sua obra. Ele quer curar, mas não deseja se limitar a isso, ele quer restaurar a vida espiritual daquele homem. O fato dele ter sido excluído para Jesus era uma oportunidade de lhe mostrar aquilo que ele não conhecia. Ele deu crédito a Jesus, porque sua alma tinha anseios. Seu coração estava saturado daquela letargia de vida, sendo julgado o tempo inteiro condenado e nunca dado a ele oportunidades de receber e conhecer o amor de Deus em sua vida. O crer veio porque ele conheceu o amor e a compaixão de Jesus.


3. Jesus fala e se identifica (v.37)
E Jesus lhe disse: Tu já o tens visto, e é aquele que fala contigo.
Jesus quer se identificar à sua vida, assim como ele fez com o "cego de nascença". Os fariseus chegaram até a se perguntar: Também nós somos cegos? (v.39b). Precisamos reconhecer nossos erros, e precisamos entender isso. Identificar com Jesus é olhar para nós mesmos e percebemos que somente seremos curados quando reconhecermos a necessidade de cura.
Como sei que estou com fome? Quando sei de quando estou cansado?!?! Acho que essa resposta é simples: seu corpo identifica para você. Chega o tempo em que você sente dores de cabeça, suas pernas doem, que seus olhos querem ficar fechados, tudo isto reflete algo que está acontecendo em seu interior! Deus quer restaurar sua vida por completo!!! 


4. Jesus incita a adoração como forma espontânea de reconhecimento (v.38)
Ele disse: Creio, Senhor. E o adorou.
O resultado de tudo isto é que quando nosso corpo é restaurado e nossa vida é entregue nas mãos do Senhor nos tornamos, como conseqüência, adoradores espontâneos do Senhor.
Adorar a Deus deve ser algo natural sem forçar, é fruto de lábios que confessem seu nome, de vidas que sabem deixar Deus conduzir, de momentos e oportunidades de sentir aquele amor tão profundo e imenso que o homem e a mulher não conseguem dar... É saber que para que o processo de cura ocorra nossa vida é o ponto de partida para todo o processo de Deus!
Conclusão 
Você pode até ser curado por Deus, mas às vezes pode faltar a restauração, ou seja, Ele quer fazer em sua vida completa a obra Deus. Quando você pega o sentido do texto vai perceber isto. Tem muitos que se afastam de Deus porque interrompem o processo da cura espiritual. Adquirem a cura física, mas não tomam a salvação para si. Aceitam a cura do Senhor, mas não aceitam o Deus da cura como seu Salvador. Entregar a vida implica em deixar Deus sendo o primeiro em tudo. Há a necessidade de abandonar tudo e apenas seguir. Você tem estado disposto à abandonar tudo e seguir a Jesus?! Quer que Jesus restaure seu interior e te dê a cura de forma integral?!?!?

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