Quem não tem coração e atitude de ovelha, não serve para ser pastor. A autoridade provém da submissão e o governo é legitimado pelo serviço.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

O Remanescente - Cap. 1 Mentoreamente para uma Igreja Órfã

Stockstill, Larry. O Remanescente: Restaurando a Integridade do Ministério Pastoral. Rio de Janeiro, 2010, Edilan.


                                                                               
Cap. 1 Mentoreamente para uma Igreja Órfã 


15 Porque ainda que tivésseis dez mil aios em Cristo, não teríeis, contudo, muitos pais; porque eu pelo evangelho vos gerei em Jesus Cristo. 16 Admoesto-vos, portanto, a que sejais meus imitadores. 17 Por esta causa vos mandei Timóteo, que é meu filho amado, e fiel no Senhor, o qual vos lembrará os meus caminhos em Cristo, como por toda a parte ensino em cada igreja (I Co 4.15-17).

O texto de Efésios 4, versos 11 e 12 trás o seguinte texto: E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo.


Acima o apóstolo Paulo trás cinco ministérios: apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestre. O autor trás uma primeira disfunção que é A IGREJA QUE NÃO TEM PAIS.


O primeiro motivo para o fracasso ministerial é a falta de pais. Stockstill  escreve que mentorear, ou fazer o papel do pai, é uma necessidade humana básica, e nenhum cristão está isento dela.


Percebemos muitas feridas na vida dos filhos são causadas porque não sente apoio ou afirmação por causa de um pai ausente, anônimo, ou abusivo. O ausente coloca o trabalho como prioridade (aqui se incluí os pastores também), perdendo assim conquistas importantes na vida de seu filho, fazendo também que ele seja anônimo, quando despreocupasse e fica passivo diante do crescimento e as fases de seu filho. Alguns pais são até abusivos em relação aos seus filhos: físico, verbal e sexual. Por causa disso muitas são as feridas gravadas no coração e na psique dos filhos.


Como exemplo disso que foi mencionado, acima, é visto o caso de Jacó qie desenvolveu um sentimento de rejeição com relação ao seu pai: E amava Isaque a Esaú, porque a caça era de seu gosto, mas Rebeca amava a Jacó (Gn 25.28).


Essa necessidade de afirmação e aprovação é universal. Todos nós precisamos ser ouvidos, vistos, e apoiados por nosso pai. Trazendo isso para dentro da vida ministerial Stockstill escreve:
E se milhares de pastores feridos, cujas identidades estão escondidas pelas realizações, pudessem encontrar a estabilidade de serem mentoreados por pais espirituais que os notassem e os apoiassem? O que aconteceria se membros de igrejas que estão vivendo com enormes buracos em seus corações pudessem encontrar o bálsamo do apoio paternal pelo qual anseiam tão desesperadamente? Acredito que toda a face do Cristianismo mundial seria transformada. [p.22].

Ele propõe que o haja um tratamento: GOVERNO E MENTOREAMENTO
Todo o governo da igreja deveria fluir de um ambiente de afirmação, aprovação e aceitação. Tantos os pastores quantos os membros precisam de pais espirituais. A igreja primitiva não se desenvolveu num esquema burocrático e que sim de uma estrutura de supervisores e presbíteros que possibilitava uma estrutura de mentoreamento para: apoiar, aconselhar e, se necessário, corrigir.


O Governo é a operação de pais espirituais maduros que desenvolvem e mentoreiam aqueles que estão sob a sua tutela como se fossem filhos. Sem pais espirituais, até líderes de igrejas tidas de sucesso com freqüência são destruídas por causa de suas inseguranças internas.


As duas funções do governo são: necessidade de supervisão e assegurar que os filhos se reúnam. Da mesma maneira, todo o cristão precisa de algo semelhante em sua própria vida espiritual, aqui poderíamos dizer que o grupo pequeno seria o lugar onde a paternidade e o mentoreamento ocorreria proporcionando um organismo mais sadio.


Stockstill menciona que o dom apostólico traz afirmação e corrige a primeira disfunção na igreja, mas há uma segunda dimensão muito necessária para os lideres espirituais: o profético. Este ofício dos cinco ministérios traz confronto, prestação de contas, e disciplina, e é o segundo problema a ser tratado quando lidamos com a disfunção da igreja.


Obs. Nós da Igreja Metodista temos o sistema de governo episcopal, que é a manifestação do dom apostólico. São os que orientam o crescimento e aberturas de igrejas e missões. São também os responsáveis pela disciplina e cuidado com a doutrina cristã, e metodista.

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