Quem não tem coração e atitude de ovelha, não serve para ser pastor. A autoridade provém da submissão e o governo é legitimado pelo serviço.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Sobre dinheiro: O Exemplo de John Wesley


John Wesley (1703-1791) Fundador de nosso movimento é conhecido como um pregador que revolucionou a Inglaterra do século XVIII, foi instrumento de avivamento, e influenciou profundamente a igreja com seus ensinos sobre santificação. Poucos talvez saibam que ele ganhou muito dinheiro com a venda de seus livros e panfletos, e que sua renda o classificava como um dos homens mais ricos da Inglaterra do seu tempo.

A seguir, alguns dos seus ensinamentos sobre dinheiro:
John Wesley viu o movimento de Metodismo que fundou crescer de dois irmãos para uma sociedade de quase um milhão de pessoas durante o período da sua vida. Porém, nos seus últimos anos, ele ficou triste e pessimista com relação ao movimento. Os seguidores não tinham mais fervor e amor pelo Senhor, o que se demonstrava de diversas maneiras, entre as quais sua indisposição de visitar e ajudar os pobres e necessitados. Wesley temia que o Senhor não estivesse mais no meio deles, que o povo tivesse abandonado seu "primeiro amor", e que talvez seus labores de uma vida inteira fossem perdidos.

Wesley atribuiu esta frieza espiritual e afastamento de Deus principalmente ao crescimento de riquezas e possessões. Notou que o nível econômico médio dos metodistas havia melhorado mais de dez vezes em relação ao princípio do movimento. Parecia-lhe que quanto mais dinheiro tinham, menos amavam ao Senhor, menos disposição tinham, entre outras coisas, para auxiliar os necessitados.

Wesley pregava muito sobre o uso correto do dinheiro, e de como somos apenas despenseiros de Deus. O propósito de Deus em nos abençoar financeiramente é para podermos compartilhar com aqueles que não têm. Gastar em coisas supérfluas ou além do básico necessário é, por isso, roubar de Deus. Além de dispensar o dízimo como algo obrigatório, wesley ensinou que a prática deveria ser fruto de uma vontade íntima e que os serviços deveriam ser feito de acordo com o caráter de Deus.

É difícil imaginar este grande pregador, que falava tanto sobre o amor, ficando irado ou expressando ódio para alguma coisa. Ele até ensinava que o amor de Deus pode encher de tal forma nosso coração que seremos capazes de amar perfeitamente a Deus e ao nosso próximo. Mas havia uma palavra que Wesley realmente detestava. Era a palavra que as pessoas usavam para justificar gastos extravagantes ou um estilo de vida materialista. Diziam: "Mas tenho condições de comprar aquilo ou de viver assim". Para ele esta expressão "tenho condições" era vil, miserável, imbecil e diabólica, pois nada do que temos pode ser considerado nosso. Nenhum cristão verdadeiro jamais deveria usá-la.

Ele não só pregou, mas viveu este princípio na prática. Numa época em que uma pessoa podia viver tranqüilamente com £30,00 (trinta libras) por ano, Wesley começou ganhando mais ou menos isto no início de sua carreira de professor da universidade.

Um dia, porém, notou uma empregada doméstica que não tinha agasalho suficiente no inverno, e que não tinha nada para lhe dar, pois já gastara todo seu dinheiro para si mesmo. Sentiu-se fortemente repreendido por Deus como mau despenseiro dos seus recursos. Daí em diante, reduziu ao máximo suas despesas para poder ter mais para distribuir.

Com o tempo, sua renda anual passou de £30,00 por ano a £90,00, depois a £120,00 e anos mais tarde chegou a £1400,00. Entretanto, nunca deixou de viver com os mesmos £30,00, e de doar o restante para as pessoas que precisava .Segundo seu próprio testemunho, nunca teve mais que £100,00 no bolso ou nas suas reservas. Ensinou que quando a renda do cristão aumentasse, devia aumentar seu nível de ofertas para as pessoas não seu nível de vida.
Wesley condenou incisivamente o enriquecimento através da pregação e não construiu uma casa de pregação se quer com dinheiro além do que os metodistas poderiam pagar.
Quando morreu, deixou apenas algumas moedas nos bolsos e nas gavetas, e os livros que possuía. A grande maioria das £30.000,00 que ganhou durante sua vida (com panfletos e livros) foi doada a pobres e necessitados.

Wesley baseava sua prática em cinco pontos fundamentais:

1. Deus é a fonte de todos os recursos do cristão. Ninguém realmente ganha dinheiro por sua própria esperteza ou diligência. Pois Deus é fonte de toda energia e inteligência.
2. Os cristãos terão de prestar contas a Deus pela forma como usaram o dinheiro. Em qualquer momento, podemos ter de prestar contas a Deus. Por isto, nunca devemos desperdiçar o dinheiro agora, pensando em compensar futuramente.
3. Os cristãos são mordomos do dinheiro do Senhor. Somos apenas agentes dele para distribuí-lo de acordo com sua direção. Portanto, não temos condições de fazer algo contrário à sua vontade.
4. Deus concede dinheiro aos cristãos para que o repassem àqueles que têm necessidade. Usar este dinheiro para nós mesmos é roubar de Deus.
5. O cristão não tem mais direito de comprar algo supérfluo para si mesmo do que tem de jogar o dinheiro fora.

Com isto em mente, Wesley dava quatro conselhos quanto às prioridades de Deus para o uso da renda individual do cristão:
1. Suprir todo o necessário para si mesmo e a família (1 Tm 5.8).
2. "Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes" (1 Tm 6.8).
3. "Procurai as coisas honestas, perante todos os homens" (Rm 12.17), e "A ninguém fiqueis devendo coisa alguma" (Rm 13.8). Depois de cuidar das necessidades básicas, a próxima prioridade é pagar os credores, ou providenciar para que todos os negócios sejam feitos de forma honesta, sem incorrer em dívidas.
4. "Façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé" (Gl 6.10). Depois de prover para família, credores, e negócios, Deus espera que todo o restante lhe seja devolvido através de doar aos necessitados.

Para ajudar a discernir em situações não muito claras se está tomando a direção certa diante de Deus, Wesley sugeria que o cristão fizesse a si mesmo as seguintes perguntas em relação a algum bem que quisesse adquirir:
1. Em gastar este dinheiro, estou agindo como se eu fosse dono dele, ou como despenseiro de Deus?
2. Que Escritura me orienta a gastar dinheiro desta forma?
3. Posso oferecer esta aquisição como oferta ao Senhor?
4. Deus haverá de me elogiar na ressurreição dos justos por este dispêndio?

Extraído da Revista Impacto (www.revistaimpacto.com.br), nº 25.

sábado, 25 de junho de 2011

A doutrina e o Povo Chamado Metodistas

Por James V. Heidinger II

O debate tem sido renovado, nos meses recentes, sobre a função da doutrina para os Metodistas Unidos. Qual o lugar, por exemplo, da doutrina cristã ortodoxa na nossa igreja? Durante anos, ouvimos que nós não somos uma igreja doutrinária; que os Metodistas têm estado mais interessados na "obra da fé, através do amor"; que os Metodistas têm sido sempre mais experimentais do que doutrinais; que a doutrina não teria as bases para uma ação jurídica ou para a coerção. 

Existe verdade, em algumas dessas afirmações, sem dúvida. Em 1952, os bispos da Igreja Metodista disseram, no discurso daquela Conferência Geral anual, que "Nossa teologia nunca foi um sistema doutrinal organizado particular. Nós nunca insistimos na uniformidade de pensamento ou declaração". Entretanto, os bispos disseram nesse discurso: "Existem grandes doutrinas cristãs que nós certamente mais abraçamos e firmemente acreditamos". Comentando nesse discurso, o Bispo Nolan B. Harmon disse: "Os Metodistas têm sempre vigorosamente rejeitado a idéia de que o Metodismo é simplesmente 'um movimento', com uma doutrinal informal". (Entendendo a Igreja Metodista Unida, Abingdon, 1974).


Uma história resumida das reivindicações não doutrinárias.  

A tradição oral reivindicando que o Metodismo é uma igreja não doutrinária tem uma história que alcança o passado, pelo menos, no início do ano de 1900, o tempo da controvérsia fundamentalista/modernista. O Metodismo, naquela ocasião, tinha justamente experimentado a controvérsia desagradável a respeito de suas mensagens de santidade. A Conferência Geral tomou providência, em 1894, para trazer a santidade evangelista, debaixo do estrito controle da igreja.  Muitos deixaram o Metodismo para formar não menos do que dez diferentes grupos de santidade. Eles acreditaram que a Igreja Metodista não estava sendo fiel ao entendimento de Wesley sobre santificação e amor perfeito.

Em face da controvérsia amarga, que começa a surgir encima do debate fundamentalista/modernista, o Metodismo estava determinado a evitar mais divisão. O resultado foi que o Metodismo se moveu, ainda mais longe, do credo cuidadoso, e formulação doutrinária, para uma disposição de abertura maior, tolerância, e ênfase, no amor cristão, na ação. Havia também o sentimento de que, com tantos problemas sociais urgentes, nas cidades americanas crescentes, o debate teológico poderia impedir a igreja de satisfazer as necessidades humanas. 


Isto conduziu para uma crescente antipatia em direção aos credos, uma mostra do que poderia ser visto na literatura periódica de 1910-1920. A tendência claramente era deslocar o foco dos credos para as necessidades humanas. A.H. Goodenough escreveu, na Methodist Review, em Novembro de 1910: "Os credos tiveram sua época. Eles agora não são mais efetivos. Sem dúvida, eles foram mal planejados. Possivelmente, eles fizeram algum bem — mas certamente causaram muito prejuízo. A igreja tem sido leal aos seus credos, e gastou muito sangue e bons cérebros na defesa deles. Tudo isso foi considerado a própria essência do Cristianismo. Era uma brincadeira de criança, como nós a vimos agora, e em algumas circunstâncias, paganismo... Os credos foram retirados dos museus e rotulados 'Obsoletos'". 

Prevendo divisão e disputa, ao seu redor, a respeito das controvérsias fundamentalistas/modernistas, os Metodistas estavam mais do que prontos a relaxar a atenção deles sobre os credos e formulação doutrinária. Um pastor de Nova York, Philip Frick, escreveu, com quase júbilo, um artigo intitulado, "Por que a Igreja Metodista Está Tão Pouco Perturbada pela Controvérsia Fundamentalista", (Methodist Review, 1924), na qual ele justifica como sendo a falta da afirmação do credo dogmático do Metodismo.  

Evidências posteriores da crescente antipatia à formulação do credo, naquela ocasião, podem ser vista na mudança dos requerimentos para membros. Em 1864, a Igreja Episcopal Metodista requereu que os membros subscrevessem os Artigos da Religião. Esse requerimento foi removido em 1916. A crença nos Credos dos Apóstolos continuou a ser requerido, depois de 1924, assim como foi incluído no ritual batismal, mas ele, também caiu em 1932. 


Pode bem ter sido em resposta à queda do Credo dos Apóstolos, na Conferência Geral de 1932, como também à preferência popular, pelo uso do novo Credor Social, em vez dos credos teológicos, que conduziram ao artigo de alarme de Edwin Lewis sobre "A Apostasia Fatal da Igreja Moderna". Lewis, um professor da teologia sistemática, no Drew Theological Seminary, escreveu palavras picantes em resposta a essas mudanças: "Mas no que a igreja moderna acredita? A igreja está se tornando sem credo, tão rapidamente quanto os inovadores podem ter seu caminho. A 'Confissão de Fé' — o que aconteceu a ela? Ou o que aconteceu a respeito das confissões 'novas' que alguém vê e ouve — adequadas o suficiente, alguém imagina, por assim dizer, a uma ordem fraternal? E com respeito aos 'Credos dos Apóstolos' — 'nosso povo não irá pronunciá-los mais': o que significa, aparentemente, que 'nosso povo, tendo algumas dificuldades a respeito do Nascimento da Virgem e a ressurreição do corpo, tem elegido o caminho fácil de acreditar em nada, afinal — certamente não na 'Santa Igreja Católica'". (Religion in Life, Outono de 1933).

Então, essa época viu uma transição das preocupações doutrinárias e teológicas, para um novo interesse crescente no ministério social, se não, preocupação com ele. A igreja focou, não no conteúdo da fé, porque isto poderia ser divisor, mas, preferivelmente sobre o amor cristão na ação, através do ministério social. Essa desatenção á teologia pode ter sido parcialmente responsável pela trágica suscetibilidade do Metodismo à influência da teologia liberal e à filosofia alemã que encontraram rapidamente um lar em nossos seminários Metodistas.  

O mover para longe da doutrina durante esse período também impediu a cobertura natural para os pastores que foram treinados na teologia liberal emergente. Muitos puderam se render aos elementos supernaturais da fé apostólica — O Nascimento Virgem, a deidade e milagres de Jesus, e sua ressurreição do corpo — e continuaram no ministério, sem falar muito sobre essas coisas. O ministério social na definição teológica estava em desacordo. 

Isso nos ajuda a entender a tradição oral que chega até nos hoje. É esta: o Metodismo Unido não é uma igreja de credo; nós vivemos em um mundo de mudança, e as doutrinas que usamos para ensinar podem não ser pertinentes hoje. E mais recentemente, companheiros, em uma Conferência anual foram advertidos, por carta, de um "movimento em direção oposta de um entendimento, da expansão e da constante mudança de Deus, guiado pelo Espírito Santo". É claro, "um entendimento de Deus em expansão e em constante mudança" nunca poderia ser expresso, em um credo ou formulação tradicional, porque ele estaria sendo mudado para sempre. O que melhor poderia ser adquirido por eles seria uma lista das "Afirmações do mês", mas não "a fé que uma vez por todas foi entregue aos santos". (Judas 3) "Amados, quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé, que uma vez por todas foi entregue aos santos". 

Buscando novamente a nossa tradição Wesleyana.

Mas a tradição oral é realmente nossa tradição teológica Wesleyana? Alguém entende que nós temos violentado Wesley e o Metodismo americano com tais imundícies e ambigüidade.


Charles Yrigoyen, Jr., em seu livro de ajuda, Questões de Crença (Abingdon, 2001), lembra-nos que a doutrina da igreja nos ajuda a entender a mensagem bíblica, de uma maneira "mais clara, completa, e mais organizada", e, assim, nós podemos comunicá-la mais efetivamente. Desastrosamente, muitos Metodistas Unidos hoje, não entendem realmente aquela mensagem. Ele também nos lembra que a doutrina oficial da igreja "nos protege contra os ensinamentos falsos e subversivos". Os Pastores têm a responsabilidade de alimentar suas ovelhas e estarem certos de que elas não estão pastoreando em pastos tóxicos.

A convicção certamente importou para John wesley, a despeito das reivindicações dos revisionistas. Wesley insistiu na fidelidade doutrinária. Em 1763, Wesley traçou um Modelo de Ação, no qual estipulou que os púlpitos das capelas Metodistas fossem usados por pessoas que pregavam apenas essas doutrinas contidas nas Notas do Novo Testamento de Wesley, e seus quatro volumes de sermões. Se um pregador não estava de acordo, ele era substituído em três meses. Wesley poderia nunca teria feito pouco caso dos relatórios de um pregador errante por dizer, como fazem muitos hoje: "Bem, nós Metodistas pensamos e deixamos pensar". (Ele disse isso, evidentemente, no seu sermão, O Caráter de um Metodista, mas vamos citar sua sentença completa: "Mas assim como em todas as opiniões, que não golpeiam a raiz do Cristianismo, nós pensamos e deixamos pensar").

Enquanto Wesley tinha um sopro renovador do Espírito ao redor dele, havia doutrinas que ele considerou como essencial para a fé. Robert Chiles, contribuindo com o teólogo Metodista, Colin Williams, lista as doutrinas que Wesley insistiu, nas diversas vezes, em seu ministério, como "o pecado original; a deidade de Cristo; a redenção; justificação pela fé apenas; a obra do Espírito Santo (incluindo o novo nascimento e santidade); e a Trindade" (Chiles, citando o livro de Colin Williams, A Teologia de Wesley Hoje). Isso é simplesmente o Cristianismo apostólico.

Sim, nós Metodistas Unidos levamos a doutrina muito seriamente. Cada pessoa, buscando tornar-se um membro do clero dentro de nossa denominação, é perguntada, de acordo com o Livro da Disciplina, Parágrafo 327: "(8) Você estudou as doutrinas da Igreja Metodistas Unidos? (9) Depois de um exame completo, você acredita que nossas doutrinas estão em harmonia com as Escrituras Sagradas? (10) Você irá pregar e mantê-las?". Espera-se que os candidatos dêem uma resposta afirmativa. 



A igreja, de fato, leva a doutrina, a serio, o suficiente para que um bispo, membro do clero, pastor local ou ministro diácono possam ser responsabilizados formalmente pela "disseminação das doutrinas contrárias aos padrões estabelecidos da doutrina da United Methodist Church" (Disciplina, Parágrafo 2624. 1f), que pode conduzir a um processo. A doutrina não é tangencial ao povo chamado Metodistas. 



Alister McGrath, professor em Oxford, tem alertado que "a desatenção para com a doutrina priva a igreja da razão de sua existência, e abre um caminho para a escravização e opressão pelo mundo". Certamente, a atenção à doutrina irá ajudar os Metodistas Unidos a entenderem que nossos padrões doutrinários não são, e nunca foram, e nunca deverão ser, "expandidos e em constante mudança".  Isto poderia ser um avalista da confusão continua e declínio posterior. 

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Conheça a si mesmo

“Conheça a si mesmo. Não encare a admiração do seu cão como uma prova irrefutável de que você é maravilhoso.”
— Ann Landers
Jesus sabia que o Pai havia colocado todas as coisas debaixo do seu poder, e que viera de Deus e estava voltando para Deus.
—João 13:3
Quando continuamos a ler a partir de João 13:3, vemos que Jesus colocou uma toalha de servo e lavou os pés de Seus discípulos. Que demonstração surpreendente de humildade e grandeza! Acredito que uma das coisas que possibilitava Jesus a fazer isso era que Ele conhecia a si mesmo. Sabia quem Ele era, de onde viera e para onde estava indo. Também sabia por que tinha sido enviado. Não era nem um pouco inseguro, mas Sua confiança estava em Seu Pai.
Muitas pessoas não sabem quem são, e por isso passam a vida tentando fazer coisas para as quais não foram chamadas, não estão preparadas e certamente fracassarão em realizar. Não devemos apenas saber o que podemos fazer, devemos também saber o que não podemos.
Um dos maiores dramas que já testemunhei como empregadora foi ver as pessoas permanecerem em posições que não as desafiavam de modo nenhum, simplesmente por medo. Da mesma forma, acho lamentável ver outras pessoas permanecerem em posições totalmente acima de seu potencial, enquanto não conseguem ou não estão dispostas a admitir isso.
Por que temos tanta dificuldade em dizer: “Isso não é meu ponto forte e creio que não conseguiria fazer um bom trabalho”? Somos inseguros! Obtemos muito de nosso mérito e valor a partir daquilo que fazemos, quando deveríamos obter a partir de quem somos em Cristo. Se você é um filho de Deus, esse é o maior título e posição de que você irá precisar.
Pedro era um homem que não conhecia a si mesmo. Tinha uma consideração sobre si mesmo muito acima da que deveria. Ele tinha fraquezas que não estava disposto a admitir e aprendeu algumas duras lições sobre o seu verdadeiro eu. Pensou que nunca iria negar a Cristo e, contudo, ele o fez. Esse episódio o levou a se conhecer, e depois que se arrependeu, foi restaurado por Deus e seguiu seu caminho até se tornar um grande apóstolo de Jesus. Ter franquezas e incapacidades não nos desqualifica, porque a força de Deus se aperfeiçoa em nossas fraquezas, mas não podemos ir além do que Deus nos permite fazer.
Lembro-me de uma mulher — vamos chamá-la de Jane — que me pediu para orar por uma situação incômoda. Uma de suas colegas de trabalho foi promovida a secretária de nível um, e ficou incitando Jane a também tentar elevar seu nível de função. Jane me ouviu pregando sobre como se tornar tudo aquilo o que você pode ser, e, embora não sentisse que tinha as habilidades para ser uma secretária de nível um, sentiu-se pressionada por sua amiga e pela minha pregação a fazê-lo. Expliquei-lhe que ela precisava seguir seu coração e não havia absolutamente nada de errado em ser uma secretária de nível dois se esse fosse realmente o lugar que ela sentia que Deus queria que estivesse. Este conhecimento simplificou imediatamente sua vida. Ela se libertou do sentimento de confusão e percebeu que não tinha necessidade de viver competindo, só precisava se conhecer e ser ela mesma. Pg.53-54. Meyer, Joyce. 100 Maneiras de Simplificar sua vida.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Sobre a parada Gay - Palavra oficial

Que fique bem claro!

A Igreja Metodista no Brasil não se faz representar na para da Gay de Sâo Paulo e em nenhuma atividade ou evento desta natureza. A Igreja Metodista é evangélica e tem um testemunho de quase 300 anos em todo mundo. Nossa posição como Igreja no Brasil não comunga em hipótese alguma com o movimento gay. Nossa Missão é transformar o mundo pela experiência de conversão das pessoas a Cristo.

Gostaria de pedir aos irmãos e irmãs que este esclarecimento fosse difundido para que a verdade prevaleça e nós metodistas não sejamos contados com uma prática que absolutamente não comunga com nossas convicções de fé e prática missionária.

A Igreja Metodista no Brasil se posiciona por meio do presidente do colégio Episcopal, Bispo João Carlos Lopes, declarando sua posição sobre este assunto em nota:
Tendo em vista a notícia veiculada pelo jornal O Estado de São Paulo em 07/06/2011 de que "metodistas" estarão participando de um trio elétrico na 15ª Parada do Orgulho LGBT em São Paulo, declaramos:
1 - Nenhum indivíduo participante daquela parada o faz em nome da Igreja Metodista;
2 - A Igreja Metodista não se faz representar em paradas ou qualquer evento dessa natureza. Sua posição sobre o assunto está claramente definida nos cânones da igreja e nos documentos do Colégio Episcopal.


Rio de Janeiro, 09 de junho de 2011
Bispo João Carlos Lopes
Presidente do Colégio Episcopal

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Não se Meta em Dívidas


“A dívida é a pior pobreza.”
— Thomas Fuller

O rico domina sobre o pobre; quem toma emprestado é escravo de quem empresta.
—Provérbios 22:7

Uma das piores coisas que pode complicar e enrolar nossa vida em um aperto complicado e angustiante é a dívida financeira. A dívida em exagero torna a vida mais complexa do que precisa ser e coloca uma grande pressão sobre o devedor. Além disso, também coloca um fardo enorme sobre o casamento. De fato, as estatísticas dizem que a carga é tão pesada que é a raiz de muitos divórcios.

Nossa sociedade torna muito fácil nos endividarmos. Os comerciantes tentam nos fazer comprar coisas hoje e pagar depois com cartões de crédito — uma indústria de um bilhão de dólares atualmente nos Estados Unidos, onde a mesma quantia é gasta em publicidade para anunciar e persuadir as pessoas a usarem ainda mais o crédito. Vivemos em uma época em que as pessoas são impacientes e não se importam muito com o futuro. Vivemos o momento, mas a verdade nua e crua é que o amanhã sempre vem — e, amanhã, seremos forçados a lidar com as conseqüências do que fizemos hoje.

Existem provavelmente milhões de pessoas que compraram coisas no auge da emoção e sofreram a dolorosa pressão de tentar saldar a dívida por meses ou até mesmo anos. Elas podem até nem mais usar os produtos que compraram e que ainda estão devendo. É possível que nem sequer saibam onde estão suas compras — talvez em um armário, talvez na garagem ou no sótão. As pessoas às vezes compram coisas e nunca chegam a usá-las. Elas vêem uma grande venda ou uma promoção de “pague um e leve dois”, carregam suas compras para casa, põem de lado para guardá-las mais tarde e se esquecem de que as possuem. Nós parecemos ser viciados em coisas e a maioria das coisas que achamos que temos de ter são justamente aquelas que complicam nossa vida e roubam a beleza da simplicidade que Deus deseja que usufruamos.

Faça todo o possível para comprar o que você precisa e um pouco do que você quer, mas não se endivide para fazê-lo. Aprenda a poupar dinheiro para as coisas que você deseja. A Bíblia diz que: “quem ajunta o dinheiro aos poucos terá cada vez mais” (Pv 13:11). Meu marido tem um plano financeiro maravilhoso e simples: de tudo o que você ganha, dê um pouco, economize um pouco e gaste dentro de seus limites ou de acordo com os seus recursos. Se você fizer isso, seus limites (recursos) irão aumentar e você nunca terá a pressão e a complicação da dívida.

Se você já está endividado, então assuma um compromisso de sair das dívidas. Não continue a fazer o que fez no passado e só piorou o problema. Você deve ter de se sacrificar por um tempo para saldar sua dívida, mas vai valer a pena. A dívida pendente sobre sua cabeça é como um peso de ferro que você é forçado a carregar onde quer que vá. Corte os laços e sinta a liberdade e a simplicidade que vem com a quitação das dívidas.

Pg.47-48. Meyer , Joyce. 100 Maneiras de Simplificar sua vida.

domingo, 5 de junho de 2011

A felicidade exige valentia!


Quero citar Fernando Pessoa que tão sublimemente conseguiu em suas palavras dizer dessa valentia que necessitamos para nos mover em direção à alegria de ser feliz. Em suas palavras, o poeta diz: “Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo...”


Tenho a impressão que Fernando Pessoa conhecia a Bíblia. Até parece que ele viu 1 Pe 1.6, quando o Apóstolo afirmava que mesmo nas tristezas e provações (que são temporãs) podemos exultar (1 Alegrar-se, regozijar-se:Exultar de felicidade. Exultou pelo nascimento do filho. Exultaria sobre os louros da vitória. Recebendo a boa nova, exultamos. 2 Alvoroçar-se). Quando o poeta cita que pode agradecer a Deus pelo milagre da vida, tenho a impressão que conhecia 1 Pe 4,14, que diz não haver problemas quando somos insultados por causa do nome de Cristo, mas que somos felizes, porque o Espírito da glória, o Espírito de Deus, repousa sobre nós! E não é verdade queridos/as? No milagre da vida vemos Deus e nos rendemos a Ele. E tantas vezes seremos insultados por trazer conosco o nome mais poderoso do universo, o nome mais lindo e sublime, o nome de Jesus!?


Mesmo nos sofrimentos somos encorajados por Deus a sermos alegres e felizes! O que dizer  contra o testemunho do Apóstolo Paulo quando em prisão concluía sua carta aos Colossenses, e no primeiro capítulo, no versículo 24 relatava que se alegrava mesmo em seus sofrimentos, e fazia isso por amor a Cristo e à Igreja! Sofria com o próprio corpo pelo corpo de Cristo.


Para ser feliz precisamos sim ser valentes. Valentes como o próprio Paulo, que por sua Fé ignorava os sofrimentos com sofrimentos na sua carne, por causa da alegria do Evangelho. Levar, crer e viver o Evangelho é só para os valentes! Não há Evangelho de covardes! Cristo é o estereótipo! Ele é o modelo, nossa matriz! Enfrentar a cruz é o maior ato de coragem já descrito na história. Somente os valentes levarão sua cruz e sofrerão os ataques organizados para defender a suficiência de Cristo num mundo de heresias e sofismas!


Oro para que possa viver todos os dias a realidade vertical e horizontal do Evangelho, que me permitirá fazer as declarações de Hb 11,25-26: “preferindo ser maltratado com o povo de Deus a desfrutar os prazeres do pecado durante algum tempo. Por amor de Cristo, considerou sua desonra uma riqueza maior do que os tesouros do Egito, porque contemplava a sua recompensa”!


Coragem e força! Para ser feliz, é preciso ter... é preciso
ser...


Rev. Cristian Alessandro Silveira Rizos

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Arrume a Desordem

“Elimine a desordem física. Mais importante ainda, elimine a desordem espiritual.”
— D. H. Mondfleur
Pois Deus não é Deus de desordem, mas de paz.
—1 Coríntios 14:33
A desordem sempre faz com que eu me sinta confus@, e sou o tipo de pessoa que precisa fazer uma arrumação geral antes que possa começar a me sentir melhor. Às vezes guardamos as coisas por garantia, no caso de olhar para o passado e perceber que precisávamos daquela coisa. Mas minha filosofia é que, se eu precisar dela daqui a cinco anos, provavelmente não iria me lembrar onde está de qualquer forma, então, deveria dá-la para alguém que poderá usá-la hoje e comprar outra se e quando eu realmente chegar a precisar dela novamente.

Se você estiver atravancado e cheio de desorganização, pergunte a si mesmo por que parece se agarrar a tudo que aparece em seu caminho. Você se sente obrigado a guardar algo apenas porque alguém lhe deu? É claro que não queremos ferir os sentimentos das pessoas, mas, por outro lado, se um presente é dado corretamente, ele vem sem correntes fixadas nele. Se alguém realmente lhe dá um presente, deveria ser seu para você fazer com ele o que desejar.

Muitas vezes as pessoas lhe dão coisas das quais gostam e que podem não se adequar nem um pouco ao seu gosto. Embora você valorize profundamente o sentimento por trás do presente, não deve se sentir obrigado a usá-lo. Deus nos dá o pão para comer e a semente para semear (ver 2 Coríntios 9:10), o que significa que parte das coisas que Ele nos dá foi originalmente destinada a ser algo que poderíamos passar para outra pessoa.
Uma vez dei a uma amiga uma pulseira cara que eu tinha e, cerca de dois anos depois, eu a notei no braço de uma outra amiga e percebi que ela a havia passado adiante. Por um momento, fiquei tentad@ a me sentir magoad@, mas logo me lembrei da minha própria orientação. Eu dei para ela sem condições e não tinha o direito de ditar o seu futuro. Uma vez dada para a minha amiga, era dela para fazer o que bem entendesse. O fato de ela ter passado adiante não significa que não gostou do presente ou que não foi capaz de valorizá-lo. Pode ter sido um sacrifício enorme para ela abrir mão da pulseira e provavelmente o fez em obediência a algo que Deus lhe pediu para fazer. Acreditar no que é melhor é sempre a maneira simples de abordar as questões.

A fim de manter meu ambiente livre de desorganização, regularmente passo coisas para outras pessoas. Aprendi a gostar disso e a considerar como uma maneira de poder dar. Gosto de coisas boas, mas não quero tantas que não possa apreciá-las, porque tudo parece desordenado e desarrumado.

Muitas vezes, a desordem em nossa vida não é culpa dos outros — nós somos os únicos culpados! Você tem tantas roupas que fica confuso tentando se vestir? Tem tantos objetos decorativos colocados ao seu redor que se sente como um touro numa loja de porcelana quando tenta a tirar o pó de sua casa? Tem tanto de algo que você nunca usa tudo antes que a data da validade expire? Você fica mudando as coisas de lugar, mas nunca realmente as usa ou mesmo desfruta delas? Se sua resposta for sim para qualquer uma dessas perguntas, então acredito que você precisa ser corajoso e limpar a bagunça. Arranje uma caixa e encha-a com coisas que uma outra pessoa irá realmente gostar, mas você nunca irá sentir falta. Este passo irá simplificar o seu ambiente e, por sua vez, arrumar a desordem no seu espírito e fornecer-lhe uma forma mais tranqüila e mais simples de olhar para as coisas

Pg.43-44. Meyer , Joyce. 100 Maneiras de Simplificar sua vida.