Quem não tem coração e atitude de ovelha, não serve para ser pastor. A autoridade provém da submissão e o governo é legitimado pelo serviço.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Aprendizes e Discípulos

Lendo um presente de Marcelo e Norma Marques (discípulos meus e, principalmente, de Jesus).



TALMIDIM (s.m.pls. = aprendizes, discípulos)

O pequeno Jesus na Galiléia aos 10 anos já tinha de cor a Torah (a Lei de Moisés, composta pelos cinco primeiros livros da Bíblia, chamados de Pentateuco), pois a tradição indicava seu início aos 6 anos.

O ensino era restrito nas sinagogas pelos rabinos. A partir dos 10 anos de idade, quando encerravam os estudos na escola primária (Beit Sefer) apenas os melhores e mais destacados alunos eram selecionados para a escola secundária (Beit Talmud).

Os meninos que não prosseguiam os estudos eram ensinados na profissão da família.

Os que haviam sido selecionados para dar seguimento aos seus estudos, aos 14 anos já sabiam de cor todas as Escrituras: além da Torah, também os livros históricos, de sabedoria e todos os profetas.
Com essa idade eram também iniciados na tradição oral, a sabedoria dos rabinos acumulada ao longo da história de Israel, e passavam a discutir as interpretações e aplocações da Lei de Moisés.

Aos 14 e 15 anos, somente os melhores entre os melhores estavam estudando, geralmente aos pés de um rabino famoso e respeitado.
Esses pouquíssimos meninos da elite intelectual de Israel eram chamados talmidim (discípulos).

Os rabinos daquela época se distinguiam na maneira de interpretar e ensinar como aplicar a Lei de Moisés. Discorriam sobre as leis como por exemplo o shabat (guarda do sábado). Cabia em muitos momentos a interpretação do texto moisaico pelo rabino (o jugo do rabino).

Hillel e Shamai eram dois rabinos famosos no tempo de Jesus que exerciam "seu jugo".

A relação entre um rabino e seus talmidim era intensa e pessoal.

A recomendação em Israel, por exemplo, se estabelecia aos talmidins: “Cubra-se com a poeira dos pés do seu Rabi”. Isso significava que um talmid deveria observar tudo quanto seu rabino dizia, fazia e a maneira como vivia, pois sua grande ambição não era meramente saber o que seu rabino sabia, mas principalmente se tornar semelhante (imitando-os) ao seu rabino.

O conceito de talmidim é um dos mais fundamentais do Novo Testamento.
Jesus, o Cristo de Deus, escolheu o sistema rabino/talmid para se relacionar com os seus seguidores.

Ao meu entender, nesse sentido, lemos em várias cartas de Paulo: "Para que vos não façais negligentes, mas sejais imitadores dos que pela fé e paciência herdam as promessas" (Hebreus 6.12). "Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados" (Efésios 5.1). "Sede meus imitadores, como também eu de Cristo" (1 Coríntios 11.1). O desejo de Paulo é reproduzir esse modelo.

Contudo, no ensino de Jesus, talmidim para Jesus implicava numa:

1. "Critica os rabinos seus contemporâneos, afirmando que colocavam um jugo pesado demais sobre seus seguidores, e que eles mesmos não conseguiam suportar";

2. Critica seu estilo de vida hipócrita, do “faça o que digo, mas não faça o que eu faço”.

Jesus propunha aos seus seguidores: Coerência no ensino e na prática, e escolha de pessoas simples, mas que desejava uma vida melhor, mesmo que fosse uma reprodução de um modelo prática, e nem tanto intelectual.

Jesus, além de viver de modo absolutamente coerente com seu ensino, oferece descanso aos talmidim dos outros rabinos, que viviam cansados e sobrecarregados, e promete aos seus talmidim “um jugo suave e um fardo leve”.
A segunda diferença é que os talmidim em Israel eram meninos extraordinários, uma elite intelectual e privilegiada.

Mas Jesus convida a todos, indistintamente, para que se tornam seus talmidim.
Pessoas comuns, como você e eu, podem seguir a Jesus e viver sob a promessa de que um dia se tornarão exatemente iguais a ele.

Jesus ensinou aos seus discípulos em três anos de intensa convivência.
Convido você a colocar o pé na estrada e me acompanhar nessa aventura de seguir a Jesus como seus talmidim.

Fonte de consulta: Kivtz, Ed. René. Talmidim - O Passo a Passo de Jesus. São Paulo, Mundo Cristão, 2012.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

É importante saber disso: Nós temos a mente de Cristo (1 Co 2.16)!.  Tirando lições preciosas para minha vida no texto do apóstolo Paulo e também sendo edificado na leitura do Livro do Pr. Abe. 



"Já temos a unção, temos a mente de Cristo em nosso espírito. Isto não significa que não precisamos de mestres na igreja, ou irmãos que nos mostrem a verdade. A questão é que eles não vão nos ensinar algo novo. mas apenas confirmar aquilo que já foi colocado em nosso espírito pelo Espírito Santo. Há coerência entre entre este ensino que vem de fora e o que foi colocado em nosso espírito pelo Espírito Santo, o qual gera paz interior". (Huber, Abe. Discipulado Um a Um - Crescimento com qualidade. Fortaleza, Preminus, 2012) 2a Edição.

Porque, quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo (1 Coríntios 2.16).